Textos e Artigos

Diálogo – Arnaldo Bassoli
Sobre o Diálogo Por Arnaldo Bassoli – Escola de Diálogo – www.escoladedialogo.com.br Muito do que estaremos examinando aqui, neste breve artigo, vem da concepção e da metodologia de diálogo elaboradas pelo físico quântico e colaborador de Einstein, David Bohm, inspirado em idéias e encontros que teve com Krishnamurti, o grande sábio indiano que viveu boa parte da vida ensinando sobre a libertação do homem e que faleceu em 1986. A palavra Diálogo é de uso corrente; já a usamos muitas e muitas vezes na vida, quando queremos nos referir a uma situação em que pelo menos duas ...

Tipos e Categorias de Jogos Cooperativos – Terry Orlick
Terry Orlick (1989, in Brotto, 2001, p.85), após ter estudado a aplicação dos Jogos Cooperativos, classificou os Jogos Cooperativos em diferentes Tipos e Categorias, que podem facilitar sua aplicação em diferentes ambientes, especialmente naqueles onde aind aprevalece uma cultura pouco cooperativa. São eles: 1. Jogos Cooperativos sem perdedores: Jogos plenamente cooperativos, onde todos jogam para superar um desafio comum e pelo prazer de jogar. Nesta categoria, todos os participantes fazem parte de um mesmo time e o resultado é compartilhado. Muitas vezes, são jogos onde simplesmente ...

Jogando cooperativamente para mudar o Mundo
Com-partilhamos abaixo uma matéria publicada por Val Rocha, do Instituto Elos Brasil, em abril de 2010. Para mais informações sobre o Instituto Elos, acesse http://elosbrasil.org/. Andamos espalhando por ai a idéia de que mudar o mundo não apenas é possível, como pode ser divertido. Parece que muita gente, muito séria, partilha dessa opinião. “O jogo é a mais elevada forma de investigação” Quem disse isso foi Einstein, aquele mesmo, da teoria da relatividade. E esta frase revive no discurso inspirador, apaixonado e vibrante de Jane McGonigal. A designer de jogos do ...

Café Cooperativo
*Texto extraído da Revista da Folha, nº 909, de 04 de abril de 2010 NA VILA MADALENA, FREQUENTADORES DE UMA CAFETERIA ADOTAM A PRÁTICA DE DEIXAR PAGO O CAFÉ PARA OUTRO CLIENTE: É GRATIS! por Ivy Farias Em um prédio no coração da Vila Madalena, os pacientes da psicóloga Adriana Venuto, 49, costumam aguardá-la de uma maneira bem diferente do que a que se vê na maioria das salas de espera da cidade: logo abaixo do consultório em que ela atende, há duas mesas de alumínio, algumas cadeiras e um balcão onde são servidos salgados, doces e café -para você e para o próximo. O ...

Jogos Cooperativos na Fundação Casa – Relato de Experiência
Karina Pires - email: kfpires@yahoo.com.br Não tinha a mínima idéia de como seria dentro da Fundação Casa, até ser convidada pela psicóloga Giselda Castro para realizar um dia de jogos cooperativos na unidade Ouro Preto – São Paulo – Vila Maria. Quando aceitei o convite, muitas pessoas acharam que eu era louca de entrar lá sozinha. Talvez eu seja mesmo, mas algo me dizia que esta seria uma experiência incrível.Na Fundação tudo é muito limpo e organizado. Os meninos realizam tarefas diárias como lavar banheiros, chão, lavar suas louças. Tem aulas de música, artes, sala de ...

Entrevista de Fábio Brotto para a Revista Educação
Entrevista Fábio Otuzi BrottoRevista EducaçãoJunho 2003 1) Não é uma utopia falar em jogos cooperativos num país que tem o futebol como paixão nacional?Poderíamos pensar assim, caso estivéssemos realizando esta conversa há 12 anos atrás, quando o PROJETO COOPERAÇÃO iniciou a difusão de Jogos Cooperativos, no Brasil. Naquela época, boa parte das instituições, grupos e pessoas pensavam que a Competição era o único modo de vida possível e aceitável para resolver os problemas e realizar todas as metas desejadas. Hoje, falar em Jogos Cooperativos e promover a Cooperação como ...

Entrevista de Fábio Brotto para a Revista Jogos Cooperativos
Entrevista concedida - e publicada – à REVISTA DE JOGOS COOPERATIVOS.Junho/2001 Em uma tarde chuvosa na cidade de Santos, conversamos com um dos marcos referências dos Jogos Cooperativos no Brasil, Fábio Otuzi Brotto. Sentamos no chão com uma vela acesa no centro de um círculo imaginário, tivemos uma aula de filosofia de vida, cidadania e otimismo. Nossa conversa de mais de duas horas não pode ser condensada em apenas quatro páginas, mas estamos certos que vocês poderão conhecer um pouco mais deste ser humano disposto a ampliar o foco pessoal para envolver todo o grupo. Fábio, quem ...

Memórias da Cooperação em Passo Fundo – RS
Sidnei Soares Projeto Cooperação – Comunidade de Serviços Florianópolis-SC. BRASIL sidnei@projetocooperacao.com.br Acolhimento e Cooperação “O verdadeiro lugar de nascimento é aquele em que lançamos um olhar inteligente sobre nós mesmos.” Marguerite Yourcenar Vitor é um sujeito intenso, comunicativo e verdadeiro. Um guerreiro, literalmente. Tem um longo caminho na tradição Lakota. Fez treze dias na montanha, dança do sol e muito mais. Conduz a cerimônia do temascal e é um líder do Caminho Vermelho, um guardião dos conhecimentos e das tecnologias dos povos ancestrais da ...

Jogos Cooperativos
Para Jogar uns Com os outros e VenSer... Juntos !! FÁBIO OTUZI BROTTO (*) Os Jogos Cooperativos surgiram da preocupação com a excessiva valorização que a sociedade moderna atribui à competição. Temos competido em lugares, com pessoas, em momentos que não deveríamos, como se essa fosse a única opção. Ao contrário de ser uma característica única e inerente à espécie humana, a competição e a cooperação, são valores culturais, ou seja, são valores e atitudes construídas pela educação formal e informal. De acordo com Terry Orlick, nós não ensinamos nossas crianças a terem ...

Visões Biológicas Competitivas e Colaborativas
AUGUSTO FRANCO - Escola de Redes - http://contexto4.blogspot.com/2008/05/7-competio-oucooperao.html  Reconhecer que a competição existe nas sociedades humanas nada tem a ver com pregar a sua imanência ou a sua inexorabilidade, ou especular sobre sua possível fonte biológica ou genética. Argumenta-se, freqüentemente, que o mundo natural é um campo de luta pela vida. Se o mundo natural é um campo de luta pela vida (struggle for life), então seria “natural” pensar que o mundo social também o é? O darwinismo social e um pouco também o neo-darwinismo (como, aliás, qualquer darwinismo, ...

The Spirit of Cooperation
Allan Combs Epochs of great confusion and general uncertainty in a given world contain the slumbering, not-yet-manifest seeds of clarity and certainty. The manifestations of the aperspectival world... show that these seeds are already pressing toward realization. This means that we are approaching the "zenith" of confusion and are thus nearing the necessary breakthrough. Jean Gebser, 1953 The Ever-Present Origin¹ Experience teaches that it is not disarmament that points the way to peace, but rather that peaceful relations open the door to disarmament. Peace is the consequence of practical cooperation. ...

Uma Teoria da Cooperação Baseada em Maturana
AUGUSTO FRANCO - Escola de Redeshttp://contexto4.blogspot.com/2008/05/7-competio-ou-cooperao.html Há uma teoria da cooperação implícita na exposição precedente, cujos elementos principais, apenas elencados em três conjuntos, de modo não axiomático, são os seguintes: Primeiro conjunto: a cooperação está na constituição do humano. 1 - O que nos torna humanos é a linguagem.2 - Não é, fundamentalmente, o tamanho do cérebro o que torna possível a linguagem, e, sim, o modode conviver.3 - O modo de conviver que torna possível a linguagem jamais se teria conservado sem uma forte emoção ...

Competição ou Cooperação?
 AUGUSTO FRANCO - Escola de Redeshttp://contexto4.blogspot.com/2008/05/7-competio-ou-cooperao.html Baseado neste arcabouço conceitual, Maturana vai bater de frente com as explicações correntes sobre a natureza competitiva do ser humano, seja nas suas formas hard (do tipo das hipóteses urdidas pelos sociobiólogos e pelos socialdarwinistas), seja nas suas formas mais soft (do tipo das hipóteses cerebradas por economistas, sociólogos, antropólogos e biólogos da evolução que trabalham, baseados na teoria dos jogos, com o nonzero, ou melhor, com a non-zero-sumness, com a rational choice, ...

A Pedagogia da Cooperação: Construindo um Mundo onde Todos podem VenSer!
Fábio Otuzi Brotto Projeto Cooperação – Comunidade de Serviços Florianópolis-SC. BRASIL fabiobrotto@projetocooperacao.com.br Começando Juntos... "Uma visão sem uma tarefa, é apenas um sonho. Uma tarefa sem uma visão, é somente um trabalho árduo. Mas, uma visão com uma tarefa, pode mudar o mundo".[1] Quando falamos em Pedagogia da Cooperação, estamos imaginando um Caminho de Ensinagem Compartilhada, onde cada um e cada uma são considerados mestres-aprendizes, com-vivendo a descoberta de si mesmos e do mundo, através do encontro com os outros, diante de situações-problema que ...

Dançando e Cooperando
Denise Jayme - Escola das Nações - Brasília - denisejayme@yahoo.com.br e Eliana Fausto - Projeto Cooperação - eliana@projetocooperacao.com.br   RESUMO Como Professoras de Educação Física, abraçamos a oportunidade de trabalhar com as Danças Circulares Sagradas na área educacional, pois acreditamos que elas oferecem alguns benefícios aos alunos, diferentes do que são alcançados com os jogos e exercícios físicos que já aplicamos. No início esbarramos com a conhecida resistência a tudo o que é novo. Aos poucos, algumas características dessas danças, como a formação do ...

Ou Mudamos ou Morremos
Leonardo Boff * Hoje vivemos uma crise dos fundamentos de nossa convivência pessoal, nacional e mundial. Se olharmos a Terra como um todo, percebemos que quase nada funciona a contento. A Terra está doente e muito doente. E como somos, enquanto humanos, também Terra (homem vem de húmus = terra fértil), nos sentimos todos, de certa forma, doentes. A percepção que temos é de que nãopodemos continuar nesse caminho, pois nos levará a um abismo. Fomos tão insensatos nas últimas gerações que construímos o princípio de auto-destruição. Não é fantasia holywoodiana. Temos condições ...

Clasificación de las Actividades Físicas Colectivas
HACIA UNA CLASIFICACIÓN DE LAS ACTIVIDADES FÍSICAS COLECTIVAS. Carlos Velázquez Si la totalidad de los autores consultados coinciden en las ventajas del juego cooperativo para el desarrollo de valores relacionados con la denominada cultura de paz, sin que se apunte ningún inconveniente en este sentido, a la hora de determinar qué es realmente un juego cooperativo se genera una cierta confusión. La mayoría de los autores distinguen, explícita o implícitamente, entre juego cooperativo, donde no existen acciones opuestas entre los participantes, y juego competitivo, en el cual se establecen ...

Artigo – Jogos Cooperativos na Educação Física: Criar e Recriar
Por Eliana Rosseti Fausto (Lili) - eliana@projetocooperacao.com.br RESUMO Um Educador Físico deve ter como objetivo de aula a educação por inteiro. Isso quer dizer: uma educação que contemple os aspectos físicos (motor) e também os aspectos cognitivo, social e emocional. Devemos garantir o todo do indivíduo nas aulas de Educação Física. O jogo cooperativo nos aproxima desse objetivo. O jogo cooperativo propicia essa educação por inteiro. Utilizando esses jogos, nota-se quanto o aluno se envolve com a atividade proposta. A liberdade ...

O Manifesto da Cooperação
Fonte: Participantes do 2o. Festival de Jogos Cooperativos Taubaté/2001. Somos um grupo que acredita na essência humana. Deixamos, pois, aqui nosso manifesto para aqueles que não tiveram a oportunidade de participar do 2o Festival de Jogos Cooperativos. Nós, que confiamos num mundo melhor, onde todos podem Ven-Ser, onde a justiça, a solidariedade, o amor, a liberdade e o respeito são possíveis, sentimos e divulgamos que esta já é uma realidade entre nós. Optamos pela cooperação por ser um caminho pleno de possibilidades: união de consciências, cuidado com o outro, cidadania responsável. ...

Isso de Ganhar
Artur da Távola [1] Será mesmo necessário ganhar? De onde vem a necessidade do ser humano de ganhar ? O futebol do futuro vai ser sem o gol como única aferição da vitória e sem juiz. O momento do gol será festejado pelos dois times e cumprimentados os autores. Nem será necessária a bola transpor a linha. Uma bela jogada de conclusão infeliz será considerada meio gol pelo time adversário que aceitará a qualidade de sua urdidura e mandará anotar o meio ponto. Haverá uma qualificação para a beleza das jogadas a valer pontos e dela participarão os dois times, mais empenhados em descobrir ...

Tênis e Frescobol
Rubem Alves Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos [relacionamentos] são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa. Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: "Ao pensar sobre a possibilidade do casamento, cada um deveria se fazer ...

InterSer
Thich Nhat Hanh[1] “Se você for poeta ou poetisa, você verá claramente que existe uma nuvem flutuando nesta folha de papel. Sem a nuvem, não haveria chuva; sem a chuva, as árvores não poderiam crescer; e sem as árvores nós não poderíamos fazer papel. A nuvem é essencial para o papel existir. Se a nuvem não estivesse aqui, a folha de papel também não poderia estar. Assim, nós podemos dizer que a nuvem e o papel Inter-São. InterSer é uma palavra que ainda não está no dicionário mas quando ...

Trabalho Colaborativo
Fredric M. Litto Fonte: Aprendiz do Futuro (site) Duas ou três vezes por semana, tento achar tempo para andar durante uma hora, preferencialmente bem cedo na parte da manhã, no lindo Parque Ibirapuera, na zona sul de São Paulo. É sempre uma oportunidade para fazer o óbvio benéfico exercício físico, e também para recarregar minhas "pilhas" emocionais e espirituais, vendo as bonitas árvores e arbustos, os cisnes e gansos perto do lago, e pondo a minha imaginação para trabalhar. Para ajudar o exercício da imaginação, ...