Arquivo da categoria ‘Jogos e Atividades’

Tocô-Colô

publicado em 7 de junho de 2009 às 12:55

Jogo Cooperativo utilizado em uma palestra realizada por Rodolpho Martins (Projeto Cooperação) em Colatina-ES. É uma atividade com muitas possibilidades de aplicação, podendo ser utilizada para uma integração inicial ou então para impulsionar a reflexão sobre temas como interdependência, rede, visão sistêmica e cooperação.

Pode ser aplicado em qualquer tipo de espaço, com um infinito número de pessoas de todas as idades e sem necessidade de recursos materiais.

In-Quieta-Ações

publicado em 14 de janeiro de 2009 às 19:43

Fonte: Fábio Otuzi Brotto – Projeto Cooperação

Objetivo Comum:

Descobrir quais as perguntas, dúvidas, problemas, questões essenciais de um grupo/pessoa, sobre um determinado tema. Estas perguntas servirão como “norte” para o trabalho do facilitador e do grupo.

Participação:

Todos.

Espaço:

Espaços compatíveis com o número de participantes

Material:

· Papel A4;

· Canetas esferográficas;

· Cartolinas ou folhas de Flip Chart;

· Pincéis atômicos de cores diversas;

· Aparelho de som;

Desenvolvimento:

· Inicia-se o jogo distribuindo uma folha de papel A4 e uma caneta para cada participante;

· Em seguida, pede-se para que cada participante produza em sua própria folha 03 perguntas pessoais sobre um determinado tema. Este tema varia de acordo com o objetivo a ser desenvolvido facilitador e pelo grupo durante o trabalho. Exemplos de tema: “Desenvolvimento deste grupo”, “Cooperação no dia-a-dia”, “O que ainda não sabemos e gostaríamos de saber”. Importante: o participante não coloca o seu nome na folha.

· Produzidas as perguntas, pede-se para que todos coloquem suas folhas em algum local (no centro de um círculo ou sobre uma mesa, por exemplo) com as perguntas viradas para baixo, deixando a parte em branco para cima.

· A partir daí, o facilitador deve dividir, aleatoriamente, os participantes em 04 grupos. Para isso, pode-se utilizar algum recurso lúdico (um jogo com música, por exemplo).

· Quando todos estiverem em grupos, pede-se para que cada participante pegue qualquer uma das folhas que estiverem no local deixado anteriormente, retornando em seguida para o seu grupo.

· Em seguida, o facilitador distribui uma cartolina ou uma folha de Flip Chart e os pincéis atômicos para cada grupo, pedindo para que cada grupo junte todas as perguntas que estiverem com seus componentes, transferindo-as para para a cartolina.

· O facilitador determina um tempo para que estas perguntas sejam transcritas para a cartolina e, após este tempo ter se esgotado, toca-se uma música. Quando esta música tocar, os grupos deixam no local todo o material (cartolina com as perguntas, pincéis, etc) e vão em direção ao local onde estava um outro grupo, seguindo um rodízio pré-estabelecido pelo facilitador. Por exemplo: rodar os grupos no sentido horário.

· Chegando neste novo local, cada grupo vai encontrar a cartolina com as perguntas produzidas pelo grupo que ali estava. O facilitador, então, pré-determina um tempo e pede para que este grupo escolha 04 perguntas que seguirão no jogo. Estas perguntas deverão ser destacadas com uma caneta de cor diferente. Terminado o tempo, o facilitador toca a música e os grupos seguem no rodízio para o próximo local.

· Neste novo local, cada grupo deverá escolher 02 perguntas para seguirem no jogo, destacando-as com outra cor de caneta. Novamente o facilitador toca a música e os grupos seguem para o próximo local, onde deverão escolher uma única pergunta.

· Escolhida a pergunta, cada grupo deverá transcrevê-la para um papel A4, decorando este papel, como se fosse um “outdoor” que comunicará para todo o grupo a questão escolhida.

· Teremos, então, um total de 04 perguntas que o grupo escolheu. A partir daí, o facilitador poderá trabalhar com base nestas perguntas.

· Caso o tempo do encontro seja curto e o facilitador considere que não haverá tempo hábil para que o grupo trabalhe com estas 04 perguntas, ele pode pedir para que o grupo se reúna e escolha, consensualmente, uma única pergunta para ser trabalhada.

Processamento:

Este jogo, além de levantar perguntas importantes sobre um determinado tema a ser desenvolvido, favorece a manifestação de questões importantes num grupo, tais como: tomada de decisão, desapego, relação entre falar-ouvir e ceder-impor, entre outras. Por isso, após o jogo, o facilitador pode propor uma roda de diálogo com o grupo, refletindo sobre todo o processo de escolha das perguntas.

Golfinhos e Sardinhas

publicado em 14 de janeiro de 2009 às 19:40

Fonte: Fábio Otuzi Brotto – Jogos Cooperativos: O Jogo e o Esporte como um exercício de convivência. São Paulo : Editora Projeto Cooperação, 2001.

Há um tipo de Jogo Cooperativo muito especial: Os Jogos Infinitos. Neste jogo todos têm a oportunidade para exercer o poder pessoal e grupal sobre a vivência que estão compartilhando. “Golfinhos e Sardinhas” é um pega-pega muito parecido com os vários já conhecidos, senão por uma pequena mudança capaz de promover grandes transformações.

Nesta brincadeira propomos o exercício do Livre Arbítrio, da Tomada de Decisão, da Iniciativa para Correr Riscos e da Aventura de Compartilhar a Liberdade.

Objetivo comum:

Escolher salvar quem foi pego, ou salvar a sim mesmo, ou pedir para ser salvo, ou não.

Decidir continuar o Jogo ou terminar com ele.

Participação:

Desde os 07 anos.

Um grande grupo.

Espaço:

Espaço amplo, dividido por uma linha central.

Materail:

Sem material.

Desenvolvimento:

Este jogo está baseado no pega-corrente.

Começamos com todos os participantes (menos 1) agrupados numa das extremidades do espaço. Este é o “Cardume de Sardinhas”.

Aquele 1 separado das “Sardinhas”, será o “Golfinho” e ficará sobre uma linha transversal demarcada bem no centro do espaço. Ele somente poderá se mover lateralmente e sobre essa linha.

O objetivo das “sardinhas” é passar para o outro lado do oceano (linha central) sem serem pegas pelo “Golfinho”. Este por sua vez, tem o propósito de pegar o maior número possível de sardinhas (bastando toca-las com uma das mãos).

Toda “Sardinha” pega, transforma-se em “Golfinho” e fica junto com os demais golfinhos sobre a linha central. Lado a lado e de mãos dadas, formando uma “corrente de golfinhos”.

Na “corrente de golfinhos” somente as extremidades podem pegar.

O jogo prossegue assim até que a “corrente de golfinhos” ocupe toda a linha central. Quando isto acontecer, a “corrente” poderá sair da linha e se deslocar por todo o “oceano” para pescar as sardinhas.

ATENÇÃO: Quando a “corrente de golfinhos” for maior que a quantidade de “sardinhas” restantes, propomos a seguinte ação:

Agora, as “sardinhas” poderão SALVAR os “golfinhos” que desejarem ser salvos. Como? Basta a “sardinha” passar por entre as pernas do “golfinho”. Daí o “golfinho” se solta da “corrente” e vira “sardinha”, de novo.

Re-creação:

Formar mais que uma “corrente de golfinhos” pode dinamizar mais a atividade.

Experimentar diferentes formas para SALVAR os “golfinhos”: coçar a cabeça dele, dar um abraço etc.

Toques:

Observar o cuidado com a integridade física uns dos outros, particularmente, quando as “sardinhas” tentam passar pelo meio da “corrente de golfinhos”. Ajude os participantes a descobrir formas saudáveis para jogar.

Processamento:

Decidir salvar um “golfinho” é uma grande aventura de confiança. Estimular o exercício da solidariedade, cumplicidade e altruísmo nos jogos pode nos ajudar a viver essas e outras co-opetências cooperativas em outros “oceanos” da vida.

O Jogo dos Punhos

publicado em 14 de janeiro de 2009 às 19:36

Fonte: Adaptação feita por Fábio Otuzi Brotto a partir do Livro Jogos cooperativos: teoria e prática de Guillermo Brown.

Propósito:

Despertar a Consciência da Cooperação e experimentarmos novos “Jeitos de Ver-e-Viver” o Jogo e a Vida.

Objetivo comum:

Abrir as mãos uns dos outros.

Participação:

Não há limite. Recomendado para adolescentes e adultos. Joga-se em duplas.

Espaço:

Salão amplo

Desenvolvimento:

· Apresente o Jogo como algo muito semelhante a uma partida de futebol, onde temos dois times jogando para alcançar um objetivo, algumas regras e um tempo. Existem ainda, primeiros e segundos tempos, intervalos e quem sabe uma prorrogação.

· Após formar duplas, o focalizador sugere que imaginemos um sonho: “algo muito importante, valioso, um tesouro para si mesmo”. Seguramos este sonho-motivação na palma de uma das mãos. Todo mundo que joga precisa de uma motivação especial para jogar, não é?

· Ao sinal do focalizador, é proposto que se realize o objetivo do jogo: abrir as mãos uns dos outros. Há uma regra simples: vale tudo!!! A duração do jogo é de apenas 30 segundos. Valendo!

· Depois deste “primeiro tempo” de jogo, todos são convidados a entrar no “vestiário”, sentando frente ao próprio parceiro(a) para “ analisar” o jogo juntos: “quem alcançou o objetivo do jogo?”; “quais as estratégias utilizadas?” e “ o que pode ser feito para melhorar o jogo no segundo tempo?”.

· Sigamos para o “segundo tempo” e antes de iniciar todos devem trocar de dupla, “rapidinho”.

· Procedemos do mesmo modo até realizarmos a “prorrogação” (terceiro tempo).

· Ao final, convidamos todos para um “vestiário coletivo” para juntos compartilharmos a experiência e a tomada de consciência sobre os “diferentes estilos de Ver-e-Viver o Jogo e a Vida”.

Re-creação:

Experimente “vendar” um dos integrantes da dupla. Isto pode oferecer boas reflexões.

Processamento:

Este é um Jogo para sensibilizar pessoas e grupos para perceber os “padrões de cooperação, competição e alienação” presentes em cada um. Por isso, é importante criar um contexto acolhedor e inspirador, visando dar o suporte necessário para acolher as diversas reações conseqüentes desse processo.

Navegar é (Im)Possível… Para Todos (Travessia)

publicado em 14 de janeiro de 2009 às 19:34

Fonte: Fábio Otuzi Brotto – Jogos Cooperativos: O Jogo e o Esporte como um exercício de convivência. São Paulo : Editora Projeto Cooperação, 2001.

Perceber e vivenciar o poder de realização coletiva quando saltamos do paradigma do individualismo para a Consciência da Cooperação. Estimular a criatividade, empatia, diálogo grupal, apoio mútuo, confiança, organização-caótica, resolução de problemas e disposição para realizar o (im)possível.

Objetivo Comum:

· Navegar do “porto seguro” para o “ponto futuro”… Todos juntos!

Participação:

· O Grupo é organizado em 04 Times (“barcos”) com aproximadamente o mesmo número de participantes.

· Cada Time é formado por “tripulantes” sentados cada um numa cadeira (“parte do barco”), lado a lado.

· Os Times formados são posicionados como lados de um grande quadrado (“porto seguro”). Porém, deixando os cantos mais espaçados. Isto é, um “barco” não se encosta ao outro. Todos os barcos voltados para o centro do quadrado, conforme figura abaixo:

image

Espaço:

· Um salão amplo para acolher todo o Grupo.

Material:

  • Uma cadeira (sem braço e em boas condições) para cada participante.

Desenvolvimento:

É importante criar uma atmosfera lúdica desde o início. Para isso, pode-se criar um enredo, um cenário adequado ao momento. Por exemplo, imaginando um grupo de velejadores sendo desafiado a realizar diferentes manobras para aperfeiçoar suas co-opetências de navegação.

1o. Desafio:

· Cada barco deverá sair de seu “porto seguro” e chegar no “ponto futuro”. Isto é, navegar para o outro lado do quadrado, imediatamente à frente de cada respectivo barco. Todos os tripulantes devem chegar levando o próprio barco (as próprias cadeiras).

· Quando todos os barcos alcançarem seu “ponto futuro”, o desafio é vencido por todos!

Condições de Navegação:

· Imaginando que todo o piso do ambiente corresponde às águas de um oceano muito frio e povoado por tubarões, todos os barcos deverão navegar respeitando 2 condições:

a) Nenhuma parte do corpo pode tocar a água (o piso). Incluindo calçados, roupa e qualquer outro tipo de material. Afinal, a água é muuuito fria e cheia de TUBARÕES!!!

b) O barco (as cadeiras) não pode ser arrastado.

2o. Desafio:

· Depois de todos os barcos terem alcançado o “ponto futuro” e celebrado essa conquista, desafiamos o Grupo, como um único Time, a se posicionar em ordem alfabética… Respeitando as mesmas Condições de Navegação!!!

Comemoração:

· Um aspecto fundamental do Jogo Cooperativo é a comemoração de cada pequena-grande realização do Grupo. Ao final do 2o. Desafio, convidamos todos os “tripulantes” (que a essa altura, provavelmente, estarão em pé sobre as cadeiras) a darem as mãos e “mergulharem” no oceano… Agora com as águas aquecidas pelo calor compartilhado durante toda a Navegação (im) possível!

Re-Creação:

Existem muitas variações para este Jogo, para torná-lo mais desafiador e divertido. Vão desde a colocação de alguns obstáculos (“rodamoinhos”, “piratas”, “furacões” etc.), até a implementação de diferentes características de “tripulação” (vendar, amordaçar ou amarrar braços e pernas).

Para facilitar o desafio para grupos mais jovens ou na falta de cadeiras, podemos substituir as mesmas por folhas de jornal aberto e estendido no chão.

Durante o Jogo é muito interessante também utilizar músicas relacionadas ao tema (ex.: “como uma onda no mar” – Lulu Santos). Até porque, depois de uma boa Navegação Cooperativa, provavelmente “nada do que foi será do jeito que já foi um dia”!

Processamento:

Esta “Navegação” (im)possível desafia as pessoas a saírem de seu “ponto seguro” e partir na direção do “ponto futuro”. Um Jogo Cooperativo muito potente que estimula romper a inércia provocada pelo comodismo ou pela resignação. Este é um desáfio que pode nos impulsionar em direção de realizar nossas mais essenciais aspirações e alcançar metas aparentemente (im)possíveis…. desde que naveguemos orientados pela bússola da Cooperação.

Em meio a um desafio tão complexo, alguns aspectos fundamentais podem ser resgatados, tais como Liderança, Comunicação e Planejamento.

Além disso, a disposição do jogo possibilita uma boa reflexão sobre  Visão Sistêmica, já que, no primeiro desafio, os barcos atuam como “partes” e, no segundo, são convidados a atuarem como um Todo.

Guardião de Tesouros

publicado em 14 de janeiro de 2009 às 19:29

Fonte: Recriação de um antigo jogo usado em acampamentos e atividades de recreação.

Objetivo Comum:

Despertar a atenção e o tempo de reação de cada participante, favorecer o contato

Participação:

Número mínimo de 9 pessoas

Espaço:

Sala de aula ou salão

Materiais:

Uma cadeira para cada duas pessoas

Desenvolvimento:

· As pessoas se organizam em pares. No caso com as cadeiras, uma senta e a outra fica em pé atrás da cadeira e com as mãos sobre os ombros do amigo. As pessoas que estão sentadas nas cadeiras, serão os “tesouros” e as que estiverem em pé, atrás da cadeira, serão os “donos dos tesouros”.

· Uma pessoa deverá ficar sem um tesouro, ou seja, sem nenhuma pessoa sentada na cadeira – e tentará “conquistar” o tesouro do outro, através do piscar dos olhos.

· Ao receber uma piscada, o “tesouro” que está sentado deverá ir correndo até a cadeira do amigo, e já o “dono” do tesouro tentará segurá-lo segurando nos ombros.

· A pessoa que teve o seu “tesouro” conquistado, deverá seguir o jogo, tentando conquistar outro “tesouro” com o piscar dos olhos.

Re-Creação:

Inverter os papéis no meio do jogo.

Toques:

· Caso o grupo esteja em número par, o facilitador pode fazer o papel da pessoa que está sem tesouro.

· Incentivar a agilidade na participação para ficar mais animado, colocando mais cadeiras vazias e convidando uma dupla para se separar e serem 2 novos conquistadores de tesouros das cadeiras vazias que foram inseridas no jogo.

Processamento:

Após o término do jogo, pode-se convidar as duplas para uma caminhada particular (de preferência, fora do espaço do jogo), para que elas com-partilhem durante uns 20 minutos os seus tesouros pessoais. Ao final da caminhada, uma boa roda de partilha com todo o grupo contando seus tesouros pessoais fortalece o sentido de comum-unidade (ser-como-um), pois conhecer um pouco mais cada um pode tornar as pessoas mais próximas, evitar julgamentos, pré-conceitos, conflitos e aumentar o sentimento de empatia e compaixão.

Luz, Cor e Sombra

publicado em 14 de janeiro de 2009 às 19:26

Fonte: Criado por Fábio Otuzi Brotto e Adaptado por Sidnei Soares – Projeto Cooperação

Objetivo comum:

Refletir a respeito do processo de liderança, a postura do líder e a participação dos liderados.

Participação:

Todos

Espaço:

Sala com espaço suficiente para as pessoas caminharem livremente. Aproximadamente 3m² por pessoa.

Materiais:

Aparelho de som

Desenvolvimento:

· Começamos o Jogo em duplas, com uma pessoa posicionada na frente e a outra atrás, como se fosse uma fila. A pessoa que estiver posicionada na frente exercitará o papel de luz e quem estiver atrás, fará o papel de sombra. Quando o facilitador tocar a música, a luz poderá fazer movimentos e será seguida pela sombra, que estará logo atrás imitando os movimentos da luz.

· Na sequencia, para transformar a dupla em equipes, o facilitador pode ir convidando as duplas para se juntarem em grupos com 04 e então com 08, 16… isto facilita o envolvimento, a diversão e a percepção do processo crescente e gradativo da complexidade existente no exercício da Liderança.

· No decorrer do jogo, quando a luz perceber, decidir, escolher (termos que combinem com cooperação) que deve sair, ele passa para o último lugar da sua fila e passa a seguir os movimentos da primeira pessoa, que passa a ser a luz. Sugere-se deixar a musica tocando um tempo para que várias pessoas possam exercitar o papel de luz.

· Na etapa seguinte, o facilitador explica que entre a luz e a sombra surgirá a cor. A cor tem o livre arbítrio para decidir sobre continuar a seguir a Luz E/OU sobre passar a fazer novos movimentos… Aqueles que fazem parte da sombra têm a liberdade de seguir ou a luz ou a cor. Quando a luz perceber que não está sendo seguida, deve deixar seu posto para a cor. E assim, surgirá outra luz e outra cor.

· Ao final, ainda com os grupos se movimentando, pode-se colocar uma música mais lenta para diminuir a ativação criando uma atmosfera de descontração, relaxamento e prontidão para o com-partilhar que virá em seguida.

Processamento:

Costumamos propor um compartilhar (tomada de consciência pessoal e coletiva) nos pequenos grupos, focando:

1) Quais as sensações e sentimentos presentes?

2) Como se perceberam nos diferentes papéis: Luz (liderança ativa), Sombra (Liderança Apoiativa) e Cor (Liderança Intuitiva).

3) Que relações podem ser feitas com o cotidiano pessoal e grupal?

4) O que cada pessoa faria diferente em uma próxima vez?

Depois do processamento, costumamos realizar uma “Celebração”… uma atividade simples, curta e leve… para ajudar a ancorar a Consciência despertada durante a atividade e processamento.

Eu gosto de você

publicado em 14 de janeiro de 2009 às 18:57

Fonte: Adaptação feita por Fábio Otuzi Brotto a partir do Livro Manual de Jogos Cooperativos de Jim Deacove (Editora Projeto Cooperação).

Objetivo comum:

Estimular o raciocínio rápido, a ludicidade, o exercício da liderança com-partilhada, o elogio e a promoção de valores como inlcusão, empatia, valorização e reconhecimento.

Participação:

Todos e Todas.

Espaço:

Espaço que comporte o número de participantes sentados em um único círculo.

Materiais:

Cadeiras (número de cadeiras correspondente ao número de participantes).

Desenvolvimento:

· Inicia-se o jogo convidando os participantes a sentarem formando um único círculo, cada um em sua cadeira. O facilitador ficará sem cadeira, em pé, no centro do círculo e irá começar o jogo.

· Ele escolhe qualquer pessoa que estiver sentada e se posiciona em sua frente, chamando-a pelo nome e dizendo: “Fulano, eu gosto de você”. A pessoa escolhida estará sentada e responderá, peruntando ao facilitador: “Porque”? O facilitador, então, terá que escolher uma resposta que ele identifique na pessoa, como por exemplo:  “Porque você está de calça azul”, ou “Porque você é inteligente, bonito(a), especial, dança bem“….

· Todas as pessoas que se identificarem com a resposta dada pelo facilitador, inclusive a pessoa escolhida, trocará de lugar no círculo, sentando em uma outra cadeira. Por exemplo, se o facilitador deu como resposta “porque você está de tenis”, todos que estiverem de tenis trocam de lugar. Se a resposta for “porque você é legal”, todos que se considerarem legais, trocam de lugar e assim sucessivamente.

· Neste momento, o facilitador terá que sentar em alguma cadeira e isso irá provocar a sobra de alguém no centro, sem cadeira. A pessoa que sobrou passará a ser o líder e dará sequência ao jogo, escolhendo uma outra pessoa, dirigindo-se a ela e seguindo a mesma consigna. A partir daí, o jogo prossegue, sempre com a pessoa que sobra virando líder.

Re-creação:

· Na ausência de cadeiras ou dependendo do objetivo do facilitador, pode-se utilizar jornais ou arcos (bambolês).

Processamento:

A dinâmica deste jogo desperta nas pessoas a possibilidade de com-viverem em um ambiente de aceitação e muita descontração. Quando somos estimulados a enxergar o “belo”, passamos a descobrir as infinitas qualidades que estão presentes em cada um de nós, transformando um padrão de crítica, cobrança e tensão em uma cultura de elogio, valorização e reconhecimento. Experimente elogiar as pessoas ao seu redor!

Pessoa pra Pessoa

publicado em 14 de janeiro de 2009 às 18:54

Fonte: Fábio Otuzi Brotto – Jogos Cooperativos: O Jogo e o Esporte como um exercício de convivência. São Paulo : Editora Projeto Cooperação, 2001.

Para Cooperar é preciso se aproximar mais uns dos outros e da gente mesmo. Que tal jogarmos para diminuir a distância e desfazer as barreiras que nos distanciam?

Objetivo Comum:

· Despertar a atenção e tempo de reação.

· Diminuir a distância entre as pessoas e promover o con-tato.

· Desfazer preconceitos e incentivar a criatividade.

· Exercitar a Liderança Circular.

Participação:

Joga-se com um único grupo e com participação ilimitada.

Espaço:

Espaços abertos ou fechados, compatíveis com o número de participantes e livres de obstáculos.

Material:

Nenhum material é necessário.

Desenvolvimento:

· Inicia-se incentivando as pessoas a caminhar livre e criativamente pelo ambiente (andar com passo de gigante; de formiguinha; andar como se o chão tivesse pegando fogo; com um tique nervoso etc.).

· Depois de alguns poucos minutos fala-se, em voz bem alta, duas partes do corpo (mão na testa; dedo no nariz; orelha com orelha; cotovelo na barriga etc.).

· A este estímulo, todos deverão formar uma dupla e tocar, um no outro, as partes faladas pelo Focalizador, o mais rápido possível! Por exemplo: – “Mão na testa”. Cada pessoa deverá encontrar um par e tocar sua mão na testa do outro e vice-versa.

· Quando todos estiverem em duplas e tocando as partes faladas, o Focalizador reinicia o processo, propondo a caminha livre e criativa…

· Após 2 ou 3 dessas combinações o Focalizador pode dizer em voz alta o nome do jogo: “Pessoa pra pessoa”.

· Nesse momento, todos – inclusive o Focalizador – devem formar uma nova dupla e abraçar um ao outro, bem agarradinho para garantir o encontro.

· Com a entrada do Focalizador diretamente no Jogo, haverá um desequilíbrio numérico: alguém irá ficar sem par. – “E o quê a gente faz com quem sobra?!!”

· Diferente dos Jogos convencionais, aquele que sobra não será nem castigado nem excluído. Quem sobrou virará Focalizador e re-iniciará o Jogo servindo ao grupo, ao invés de ser servido por ele.

Re-Creação:

Propor Con-Tatos em trios quartetos ou em grupos maiores pode tornar o Jogo mais desafiante e muito divertido.

Processamento:

Este Jogo trata de 2 aspectos fundamentais da Cooperação: Con-tato (toque) e Liderança. Trabalha a questão do Poder de um modo lúdico e muito eficaz, propondo exercitar a aproximação e a empatia num ritmo gradativo e que respeita a integridade pessoal e grupal.