Guardião de Tesouros

Fonte: Recriação de um antigo jogo usado em acampamentos e atividades de recreação.

Objetivo Comum:

Despertar a atenção e o tempo de reação de cada participante, favorecer o contato

Participação:

Número mínimo de 9 pessoas

Espaço:

Sala de aula ou salão

Materiais:

Uma cadeira para cada duas pessoas

Desenvolvimento:

· As pessoas se organizam em pares. No caso com as cadeiras, uma senta e a outra fica em pé atrás da cadeira e com as mãos sobre os ombros do amigo. As pessoas que estão sentadas nas cadeiras, serão os “tesouros” e as que estiverem em pé, atrás da cadeira, serão os “donos dos tesouros”.

· Uma pessoa deverá ficar sem um tesouro, ou seja, sem nenhuma pessoa sentada na cadeira – e tentará “conquistar” o tesouro do outro, através do piscar dos olhos.

· Ao receber uma piscada, o “tesouro” que está sentado deverá ir correndo até a cadeira do amigo, e já o “dono” do tesouro tentará segurá-lo segurando nos ombros.

· A pessoa que teve o seu “tesouro” conquistado, deverá seguir o jogo, tentando conquistar outro “tesouro” com o piscar dos olhos.

Re-Creação:

Inverter os papéis no meio do jogo.

Toques:

· Caso o grupo esteja em número par, o facilitador pode fazer o papel da pessoa que está sem tesouro.

· Incentivar a agilidade na participação para ficar mais animado, colocando mais cadeiras vazias e convidando uma dupla para se separar e serem 2 novos conquistadores de tesouros das cadeiras vazias que foram inseridas no jogo.

Processamento:

Após o término do jogo, pode-se convidar as duplas para uma caminhada particular (de preferência, fora do espaço do jogo), para que elas com-partilhem durante uns 20 minutos os seus tesouros pessoais. Ao final da caminhada, uma boa roda de partilha com todo o grupo contando seus tesouros pessoais fortalece o sentido de comum-unidade (ser-como-um), pois conhecer um pouco mais cada um pode tornar as pessoas mais próximas, evitar julgamentos, pré-conceitos, conflitos e aumentar o sentimento de empatia e compaixão.

2 Responses cometários para “Guardião de Tesouros”

  1. luciano nardelli Says:

    Erro de credito ao criador.
    O Professor Fabio Otuzzi Brotto recebe o credito da criação de um jogo, que é mais antigo que sua propria idade.
    É de extrema irresponsabilidade, creditar em nome de um RESPEITABILISSIMO profissional, como é o caso do SR. FABIO BROTTO, que tem crédito suficiente para assumir o titulo respeitavel, de maior autoridade em Jogos Cooperativos, no Brasil.
    Esta atividade é de origem de Acampamentos Educacionais, ou mais precisamente, de Campo de Estudos.
    O Jogo tem o nome de “Jogo do Pisca” e tem como objetivo, roubar (através da piscada), o parceiro de alguma dupla qualquer.
    Detalhe – Os que estão em´pé, atras das cadeiras, deverão estar com as mãos para tras, e não no ombro do companheiro.
    É uma atividade bastante divertida e integrativa.
    Luciano Nardelli

  2. Fábio Brotto Says:

    Olá, Luciano!

    Sou muito grato pelo seu toque firme e amoroso dado pra mim, sobre a autoria do Jogo que chamei de “Guardião de Tesouros”. Na realidade, vivi esse jogo num processo de criação de Jogos Cooperativos que gerou inúmeros desdobramentos resultando nele, como síntese de um processo criativo-cooperativo.

    Como eu não o conhecia, ingenuamente, imaginei que estivesse nascendo ali.
    Sinto muito pelo equívoco e a partir de agora estarei corrigindo a autoria e tomando mais cuidado com as futuras Re-Creações.

    Do mesmo modo, sinto que esse incidente pode nos aproximar um pouco mais e quem sabe, propiciar muitas outras oportunidades de aprendizagem e cooperação entre nós.

    Até a proxima!

    Abraço
    Fábio

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