Arquivo de janeiro de 2009

52 dicas para salvar o Planeta

publicado em 24 de janeiro de 2009 às 17:28

Fonte: site Greensense

1-COZINHE MAIS EM PANELA DE PRESSÃO
Você pode cozinhar tudo em panela de pressão (feijão, arroz, carne, peixe, macarrão etc.), de forma rápida e economizando 70% do gás.

2-TAMPE SUAS PANELAS AO COZINHAR
Ao tampar as panelas, você aproveita o calor que se perderia no ar.

3-COZINHE EM FOGO MÍNIMO
A comida não cozinha mais rapidamente com fogo alto, pois a água não ultrapassa 100ºC em uma panela comum.

4-ANTES DE COZINHAR, RETIRE TODOS OS INGREDIENTES DA GELADEIRA
Evite abrir e fechar a geladeira constantemente. Essa atitude desperdiça muito mais energia.

5-FAÇA USO DE GARRAFA TÉRMICA
Ao invés de abrir a geladeira o tempo todo, use uma garrafa térmica de 2 ou 5 litros com bastante gelo. A temperatura da água fica conservada o dia inteiro e você economiza energia.

6-COMA MENOS CARNE VERMELHA
A criação de bovinos é um dos maiores responsáveis pelo efeito estufa. O mau cheiro que eles exalam é metano, um gás inflamável e poluente. Além disso, a produção de carne vermelha demanda uma enorme quantidade de água. Cada 1 kg necessita de 200 litros de água potável. O mesmo quilo de frango consome 10 litros.

7-MANTENHA O MESMO APARELHO DE CELULAR
Os celulares utilizam derivados de petróleo em suas peças e materiais pesados em suas baterias. Além disso, na maioria das vezes, sua produção é feita utilizando mão-de-obra barata de países em desenvolvimento. Evite a troca constante. Se o problema for bateria, considere o custo/benefício de trocá-la e descartá-la adequadamente, encaminhando-a a postos de coleta.

8-USE MAIS VENTILADOR AO INVÉS DE AR-CONDICIONADO
Um ventilador de teto, por exemplo, gasta 90% menos energia se comparado a um ar-condicionado. Portanto, sempre que possível, use mais o ventilador. Uma outra alternativa é combinar o uso dos dois. Regule seu ar-condicionado no mínimo e ligue o ventilador de teto.

9-LIMPE OU TROQUE OS FILTROS DE SEU AR-CONDICIONADO
Um ar-condicionado sujo representa 158 quilos de gás carbônico a mais na atmosfera por ano.

10-USE SOMENTE PILHAS E BATERIAS RECARREGÁVEIS
Elas duram anos e podem ser recarregadas em torno de 1.000 vezes.

11-USE LÂMPADAS FLUORESCENTES AO INVÉS DE INCANDESCENTES
Lâmpadas fluorescentes gastam 60% menos energia que uma incandescente. Assim, você economizará 136 quilos de gás carbônico anualmente.

12-PREFIRA ELETRODOMÉSTICOS DE BAIXO CONSUMO DE ENERGIA
Escolha os aparelhos com o selo do Procel (no caso de nacionais) ou Energia Star (no caso de importados).

13-EVITE DEIXAR APARELHOS EM STANDBY
A função de standby de um aparelho usa cerca de 15% a 40% da energia consumida quando ele está em uso.

14-MUDE SUA GELADEIRA OU FREEZER DE LUGAR
Ao colocá-los próximos ao fogão, eles utilizam muito mais energia para compensar o ganho de temperatura. Mantenha-os afastados, pelo menos, 15 cm das paredes, evitando o superaquecimento. Jamais coloque roupas e tênis para secar atrás deles.

15-DESCONGELE GELADEIRAS E FREEZERS ANTIGOS A CADA 15 OU 20 DIAS
O excesso de gelo reduz a circulação de ar frio no aparelho, fazendo com que gaste mais energia para compensar. Se for o caso, troque de aparelho. Os novos modelos consomem até metade da energia dos modelos mais antigos, o que subsidia o valor do eletrodoméstico a médio/longo prazo.

16-USE MÁQUINAS DE LAVAR ROUPAS E LOUÇAS SÓ QUANDO ESTIVEREM CHEIAS
Caso você realmente precise usá-las com metade da capacidade, selecione os modos de menor consumo de água. Se você usa lava-louças, não é necessário usar água quente para pratos e talheres pouco sujos. Só o detergente já
resolve.

17-RETIRE IMEDIATAMENTE AS ROUPAS DA MÁQUINA DE LAVAR QUANDO ESTIVEREM LIMPAS
As roupas esquecidas na máquina de lavar ficam muito amassadas, exigindo muito mais trabalho e tempo para passar, consumindo, assim, muito mais energia elétrica.

18-TOME BANHO DE CHUVEIRO E GASTE DE 10 A 15 MINUTOS
Um banho de banheira consome até quatro vezes mais energia e água que o de chuveiro.

19-USE MENOS ÁGUA QUENTE
Aquecer água consome muita energia. Para lavar a louça ou as roupas, prefira água morna ou fria.

20-PENDURE AS ROUPAS AO INVÉS DE USAR A SECADORA
Você pode economizar mais de 317 quilos de gás carbônico se pendurar as roupas durante metade do ano, ao invés de usar a secadora.

21-FAÇA RECICLAGEM EM CASA E NO TRABALHO
Se a sua cidade ou bairro não tem coleta seletiva, leve o lixo até um posto de coleta. Lembre-se de que o material reciclável deve ser lavado (no caso de plásticos, vidros e metais) e dobrado (papel).

22-FAÇA COMPOSTAGEM
Cerca de 3% do metano que ajuda a causar o efeito estufa é gerado pelo lixo orgânico doméstico. Aprenda a fazer compostagem: além de reduzir o problema, você terá um jardim saudável e bonito.

23-REDUZA O USO DE EMBALAGENS
Embalagem menor é sinônimo de desperdício de água, combustível e recursos naturais. Prefira embalagens maiores, de preferência com refil. Evite ao máximo comprar água em garrafinhas. Leve a sua sempre com você.

24-USE PAPEL RECICLADO
Produzir papel reciclado consome de 70 a 90% menos energia do que o papel Comum. E poupa nossas florestas.

25-PLANTE UMA ÁRVORE
Uma árvore absorve uma tonelada de gás carbônico durante sua vida. Plante árvores em seu jardim ou inscreva-se em programas como o SOS Mata Atlântica e Iniciativa Verde.

26-PREFIRA ALIMENTOS PRODUZIDOS EM SUA REGIÃO
Fazendo isso, além de economizar combustível, você incentiva o crescimento de sua comunidade, bairro ou cidade.

27-COMPRE ALIMENTOS FRESCOS AO INVÉS DE CONGELADOS
Comida congelada, além de mais cara, consome até 10 vezes mais energia para ser produzida. É uma praticidade que nem sempre vale à pena.

28-COMPRE ALIMENTOS ORGÂNICOS
Além de não usar agrotóxicos, os orgânicos respeitam os ciclos de vida de animais, insetos e ainda por cima absorvem mais gás carbônico da atmosfera que a agricultura ‘tradicional’. Se toda a produção de soja e milho dos EUA fosse orgânica, cerca de 240 bilhões de quilos de gás carbônico seriam removidos da atmosfera. Portanto, incentive o comércio de orgânicos para que os preços possam cair com o tempo.

29-ANDE MENOS DE CARRO
Se você deixar o carro em casa 2 vezes por semana, deixará de emitir 700 quilos de poluentes por ano.

30-NÃO DEIXE O BAGAGEIRO VAZIO EM CIMA DO CARRO
Qualquer peso extra no carro causa aumento no consumo de combustível. Um bagageiro vazio gasta 10% a mais de combustível, devido ao seu peso e aumento da resistência do ar.

31-MANTENHA SEU CARRO REGULADO
Calibre os pneus a cada 15 dias e faça uma revisão completa a cada seis meses ou de acordo com a recomendação do fabricante. Carros regulados poluem menos. A manutenção correta de apenas 1% da frota de veículos mundial representa meia tonelada de gás carbônico a menos na atmosfera.

32-LAVE O CARRO A SECO
Existem diversas opções de lavagem sem água, algumas até mais baratas do que a lavagem tradicional, que desperdiça centenas de litros a cada lavagem. Procure no posto de gasolina ou no estacionamento do shopping.

33-QUANDO FOR TROCAR DE CARRO, ESCOLHA UM MODELO MENOS POLUENTE
Apesar da dúvida sobre o álcool ser menos poluente que a gasolina ou não, existem indícios de que parte do gás carbônico emitido pela sua queima é reabsorvida pela própria cana-de-açúcar plantada. Carros menores e de motor 1.0 poluem menos.

34-USE O TELEFONE/NET FONE OU A INTERNET
Usar o telefone/NET FONE ou Skype pode poupar você de stress, além de economizar um bom dinheiro e poupar a atmosfera.

35-VOE MENOS, REÚNA-SE POR VIDEOCONFERÊNCIA
Reuniões por videoconferência são tão efetivas quanto as presenciais. E deixar de pegar um avião faz uma diferença significativa para a atmosfera.

36-ECONOMIZE CDs E DVDs
Um CD leva cerca de 450 anos para se decompor e, ao ser incinerado, volta como chuva ácida, como a maioria dos plásticos. Utilize mídias regraváveis, como CD-RW’s, drives USB ou mesmo e-mail ou FTP para carregar ou partilhar seus arquivos. Hoje em dia, são poucos os arquivos que não podem ser disponibilizados virtualmente.

37-PROTEJA AS FLORESTAS
Em tempos de aquecimento global, as árvores precisam de mais defensores do que nunca. O papel delas no aquecimento global é crítico, pois mantém a quantidade de gás carbônico controlada na atmosfera.

38-CONSIDERE O IMPACTO DE SEUS INVESTIMENTOS
O dinheiro que você investe não rende juros sozinho. Isso só acontece quando ele é investido em empresas ou países que dão lucro. Na onda da sustentabilidade, vários bancos estão considerando o impacto ambiental das empresas em que investem o dinheiro de seus clientes. Informe-se com o seu gerente antes de escolher o melhor investimento para você e o meio ambiente.

39-INFORME-SE SOBRE A POLÍTICA AMBIENTAL DAS EMPRESAS QUE VOCÊ CONTRATA
Seja o banco onde você investe ou o fabricante do shampoo que utiliza, todas as empresas deveriam ter políticas ambientais claras para seus consumidores. Ainda que a prática esteja se popularizando, muitas empresas ainda pensam mais nos lucros e na imagem institucional do que em ações concretas. Por isso, não olhe apenas para as ações que a empresa promove, mas, também, para a margem de lucro alardeada todos os anos.

40-DESLIGUE O COMPUTADOR
Desligue o computador sempre que for ficar mais de 2 horas sem utilizá-lo e o monitor, por até quinze minutos.

41-TROQUE SEU MONITOR
O maior responsável pelo consumo de energia de um computador é o monitor. Monitores de LCD são mais econômicos e ocupam menos espaço na mesa.Doe os antigos a instituições de caridade.

42- DESLIGUE O AR CONDICIONADO UMA HORA ANTES DO FINAL DO EXPEDIENTE
Em um período de 8 horas, isso equivale a 12,5% de economia diária, o que significa quase um mês de economia no final do ano. Além disso, a temperatura começa a ser mais amena no final do expediente.

43-NÃO DEIXE AS CRIANÇAS BRINCAREM COM ÁGUA
Brincadeiras com água passam a equivocada idéia de que ela seja um recurso infinito, justamente para quem mais precisa de orientação. Ensine às crianças o valor desse tão precioso bem.

44-ECONOMIZE TOALHAS E LENÇÓIS NO HOTEL
Em hotéis, o hóspede tem a opção de não ter as toalhas e os lençóis trocados diariamente, para economizar água e energia. Uma vez a cada 3 dias é suficiente.

45-PARTICIPE DE AÇÕES VIRTUAIS
A internet é uma arma poderosa na conscientização e mobilização das pessoas. Um exemplo é o site Click Árvore, que planta árvores com a ajuda dos internautas. Informe-se e aja!

46-INSTALE UMA VÁLVULA EM SUA DESCARGA
Instale uma válvula para regular a quantidade de água liberada em seu vaso sanitário: mais quantidade para o número 2, menos para o número 1!

47-NÃO PEÇA COMIDA PARA VIAGEM
Dessa forma, você economiza as embalagens de plástico e isopor utilizadas.

48-REGUE AS PLANTAS À NOITE
Ao regar as plantas à noite ou de manhãzinha, você impede que a água se perca na evaporação e também evita choques térmicos que podem agredir suas plantas.

49-FREQÜENTE RESTAURANTES NATURAIS/ORGÂNICOS
Ainda que você não seja vegetariano, experimente os novos sabores que essa onda verde está trazendo e, assim, estará incentivando o mercado de produtos orgânicos, livres de agrotóxicos e menos agressivos ao meio-ambiente.

50-VÁ DE ESCADA
Para subir até dois andares ou descer três, que tal ir de escada? Além de fazer exercício, você economiza a energia elétrica dos elevadores.

51-EVITE IMPRIMIR DESNECESSARIAMENTE
Para cada 40 kg de papel, uma árvore é cortada.

52-USE SACOLAS RETORNÁVEIS AO INVÉS DE SACOLAS PLÁSTICAS
As sacolinhas plásticas são um dos maiores inimigos do meio ambiente. Elas não apenas liberam gás carbônico e metano na atmosfera, como também poluem o solo e o mar.

Ou Mudamos ou Morremos

publicado em 24 de janeiro de 2009 às 16:06

Leonardo Boff *

Hoje vivemos uma crise dos fundamentos de nossa convivência pessoal, nacional e mundial. Se olharmos a Terra como um todo, percebemos que quase nada funciona a contento. A Terra está doente e muito doente. E como somos, enquanto humanos, também Terra (homem vem de húmus = terra fértil), nos sentimos todos, de certa forma, doentes. A percepção que temos é de que nãopodemos continuar nesse caminho, pois nos levará a um abismo. Fomos tão insensatos nas últimas gerações que construímos o princípio de auto-destruição.

Não é fantasia holywoodiana. Temos condições de destruir várias vezes a biosfera e impossibilitar o projeto planetário humano. Desta vez não haverá uma arca de Noé que salve a alguns edeixa perecer os demais. O destino da Terra e da humanidade coincidem: ou nos salvamos juntos ou sucumbimos juntos. Agora viramos todos filósofos, pois, nos perguntamos entre estarrecidos e perplexos: como chegamos a isso? Como vamos sair desse impasse global? Que colaboração posso dar como pessoa individual?

Em primeiro lugar, há de se entender o eixo estruturador de nossas sociedades hoje mundializadas, principal responsável por esse curso perigoso. É o tipo de economia que inventamos. A economia é fundamental, pois, ela é responsávelpela produção e reprodução de nossa vida. O tipo de economia vigente se monta sobre a troca competitiva. Tudo na sociedade e na economia se concentra na troca. A troca aqui é qualificada, é competitiva. Só o mais forte triunfa. Os outros ou se agregam como sócios subalternos ou desaparecem. O resultado destalógica da competição de todos com todos é duplo: de um lado uma acumulação fantástica de benefícios em poucos grupos e de outro, uma exclusão fantástica damaioria das pessoas, dos grupos e das nações.

Atualmente, o grande crime da humanidade é o da exclusão social. Por todas as partes reina fome crônica, aumento das doenças antes erradicadas, depredação dos recursos limitados da natureza e um ambiente geral de violência, de opressão e de guerra.

Mas reconheçamos: por séculos essa troca competitiva abrigava a todos, bem ou mal, sob seu teto. Sua lógica agilizou todas as forças produtivas e criou mil facilidades para a existência humana. Mas hoje, as virtualidades deste tipo de economia estão se esgotando. A grande maioria dos países e das pessoas não cabem mais sob seu teto. São excluídos ou sócios menores e subalternos, como é o caso do Brasil.

Agora esse tipo de economia da troca competitiva se mostra altamente destrutiva, onde quer que ela penetre e se imponha. Ela nos pode levar ao destino dos dinossauros. Ou mudamos ou morremos, essa é a alternativa. Onde buscar o princípio articulador de uma outra sociabilidade, de um novo sonho para frente? Em momentos de crise total precisamos consultar a fonte originária de tudo, a natureza. Que ela nos ensina?

Ela nos ensina, foi o que a ciência já há um século identificou, que a lei básica do universo, não é a competição que divide e exclui, mas a cooperação que soma e inclui. Todas as energias, todos os elementos, todos os seres vivos, desde as bactérias e virus até os seres mais complexos, somos inter-retro-relacionados e, por isso, interdependentes. Uma teia deconexões nos envolve por todos os lados, fazendo-nos seres cooperativos e solidários. Quer queiramos ou não, pois essa é a lei do universo. Por causa desta teia chegamos até aqui e poderemos ter futuro.

Aqui se encontra a saída para um novo sonho civilizatório e para um futuro para as nossas sociedades: fazermos desta lei da natureza, conscientemente, um projeto pessoal e coletivo, sermos seres cooperativos. Ao invés de troca competitiva onde só um ganha devemos fortalecer a troca complementar e cooperativa, onde todos ganham. Importa assumir, com absoluta seriedade, o princípio do prêmio de economia John Nash, cuja mente brilhante foi celebrada por um não menos brilhante filme: o princípio ganha-ganha, onde todos saem beneficiados sem haver perdedores.

Para conviver humanamente inventamos a economia, a política, a cultura, a ética e a religião. Mas nos últimos séculos o fizemos sob a inspiração da competição que gera o individualismo. Esse tempo acabou. Agora temos que inaugurar a inspiração da cooperação que gera a comunidade e a participação de todos em tudo o que interessa a todos.

Tais teses e pensamentos se encontram detalhados nesse brilhante livro de Maurício Abdalla, O princípio da cooperação. Em busca de uma nova racionalidade. Se não fizermos essa conversão, preparemo-nos para o pior. Urge começar com as revoluções moleculares. Começemos por nós mesmos, sendo seres cooperativos, solidários, compassivos, simplesmente humanos. Com isso definimos a direção certa. Nela há esperança e vida para nós e para a Terra.

* Teólogo. Membro da Comissão da Carta da Terra

Clasificación de las Actividades Físicas Colectivas

publicado em 24 de janeiro de 2009 às 15:40

HACIA UNA CLASIFICACIÓN DE LAS ACTIVIDADES FÍSICAS COLECTIVAS.

Carlos Velázquez

Si la totalidad de los autores consultados coinciden en las ventajas del juego cooperativo para el desarrollo de valores relacionados con la denominada cultura de paz, sin que se apunte ningún inconveniente en este sentido, a la hora de determinar qué es realmente un juego cooperativo se genera una cierta confusión.

La mayoría de los autores distinguen, explícita o implícitamente, entre juego cooperativo, donde no existen acciones opuestas entre los participantes, y juego competitivo, en el cual se establecen unas relaciones de oposición entre los jugadores, con independencia de que también existan relaciones de cooperación (nota 2) entre los miembros de un mismo equipo. Desde este punto de vista, distinguiríamos únicamente dos tipos de juegos: competitivos y cooperativos.

Por otra parte, también son varios los autores que, haciendo referencia a los juegos cooperativos, introducen en sus obras ejemplos de juegos competitivos al tiempo que dan una serie de razones para justificar su descripción, normalmente referidas a que el juego, competitivo en cuanto a su estructura, no despierta en los participantes el afán de victoria sino que el dinamismo o la diversión que el juego proporciona supera con creces al interés por el resultado. Un ejemplo lo encontramos a la hora de describir una carrera en la cual hay que reventar, en parejas, varios globos rellenos de sustancias diversas, desde agua hasta chocolate líquido, sin que se pueda utilizar las manos. Lo menos trascendente en esta actividad sería quién gana esa carrera.

Otras veces, se describen acciones de los propios jugadores, durante la práctica de juegos no cooperativos, para evitar los malos sentimientos de alguno de los participantes, como la fórmula de los aborígenes de Papua Nueva Guinea donde, al terminar un juego de persecución similar a la tula llamado siikori, todos los participantes tocan un árbol en cuyo tronco se supone que depositan todo lo negativo que haya podido acontecer durante el transcurso de la actividad (Orlick, 1990).

Todas estas ideas son importantes y nos proporcionan visiones parciales de una misma realidad que deben ser tenidas en cuenta. Así, es posible aunar todas estas miradas y agruparlas en una clasificación de abarque la totalidad de las actividades en función de dos variables:

a. La interrelación en las acciones de los participantes.

b. La compatibilidad o incompatibilidad de metas.

En este sentido, encontramos actividades donde no existen interrelaciones entre las acciones de los participantes y otras donde sí. En el primer caso hablaríamos de actividades individuales y en el segundo caso de actividades colectivas.

Las actividades individuales suponen acciones orientadas a la realización de una meta u objetivo por parte de una única persona las cuales no interfieren las de los demás, con independencia de que varias personas realicen la misma actividad en un mismo espacio y al mismo tiempo. Así, una profesora de Educación Física puede hacer a su alumnado la propuesta de ver quién es capaz de cruzar el gimnasio sin pisar fuera de unos aros dispuestos en el suelo. El alumnado no necesita cooperar entre sí para superar el reto propuesto, pero tampoco tienen lugar acciones de oposición dentro el grupo. El hecho de que una persona logre el objetivo del juego no implica el que otras lo hagan, pero tampoco el que no lo hagan.

Las actividades colectivas implican, como ya hemos dicho, una interrelación en las acciones de los participantes y, entre ellas distinguiríamos:

a.) ACTIVIDADES COMPETITIVAS. Son aquellas actividades donde existen relaciones de oposición entre las acciones de los participantes y además hay incompatibilidad de meta, dicho de otro modo, el hecho de que una persona alcance el objetivo de la actividad implica, necesariamente, que, al menos, otra no pueda hacerlo. Expresado en un lenguaje más coloquial, actividades competitivas serían aquéllas en las que existe uno o varios ganadores y uno o varios perdedores. Se incluyen también en este apartado actividades que pueden finalizar en empate siempre que el objetivo de las mismas no sea precisamente el empatar.

El tipo de oposición que se establece entre las acciones de los participantes puede ser activa o pasiva.

Hablamos de oposición activa o directa cuando las acciones de una persona o de un grupo repercuten en las acciones de la persona o grupo opuesto, un partido de tenis, una lucha o cualquier deporte colectivo son buenos ejemplos de actividades competitivas de oposición directa.

Oposición pasiva o indirecta es aquélla que se produce cuando las acciones de una persona o grupo no afectan a las acciones de la persona o grupos opuestos, pero sí existe una incompatibilidad de meta. Imaginemos una carrera de 100 metros lisos, no hay interferencia entre las acciones de los corredores pero el hecho de que alguien gane la carrera implica que el resto no pueda hacerlo. Hay un ganador y, necesariamente, uno o varios perdedores.

Las actividades competitivas de oposición indirecta pueden ser de desarrollo simultáneo, como el ejemplo expuesto anteriormente, o consecutivo, por ejemplo una partida de bolos o un ejercicio de gimnasia rítmica.

Dentro de las actividades competitivas pueden establecerse relaciones de colaboración entre las personas de un mismo grupo para tratar de superar a otro. La mayoría de los autores hablan de relaciones de cooperación / oposición, pero, desde mi punto de vista, el término cooperación sólo puede aplicarse a aquellas situaciones que implican superar un reto externo al total de los y las participantes en una determinada actividad y no a la superación de otra persona o grupo de personas. De ahí que prefiera hablar de relaciones de colaboración / oposición para hacer referencia a aquellas actividades donde varias personas colaboran entre sí, oponiéndose a otras, con el fin de alcanzar una meta incompatible para todas. Los deportes colectivos de oposición, fútbol, baloncesto, balonmano, voleibol, etc. son un buen ejemplo de este tipo de actividades.

b.) ACTIVIDADES NO COMPETITIVAS. Son aquellas actividades donde hay interrelación entre las acciones de los participantes pero no incompatibilidad de meta, es decir, el hecho de que una persona alcance el objetivo de la actividad no supone que otras no puedan hacerlo, es más, va a suponer que el resto lo logre también. En otras palabras, las actividades no competitivas sería aquéllas en las que existen ganadores o perdedores (todos ganan o todos pierden) o bien en las que no existen ni ganadores ni perdedores (nadie gana y nadie pierde).

Centrándonos en las actividades no competitivas y atendiendo al tipo de interrelaciones que se establecen entre las acciones de los y las participantes, distinguimos dos grupos:

b.1.) Actividades no competitivas con oposición. Son actividades no competitivas en las que, como su propio nombre indica, existe una oposición entre las acciones de los participantes. Esta oposición puede ser activa o pasiva. Es activa cuando los participantes persiguen distintos objetivos y las acciones de los unos se oponen a las de los otros; un claro ejemplo lo tenemos en los juegos de persecución como la tula. La oposición es pasiva cuando los participantes presentan acciones diferentes pero éstas no se interfieren; por ejemplo, los juegos tradicionales de comba.

b.1.1.) Actividades con oposición y cambio de rol. Son actividades no competitivas en las que existe una oposición entre las acciones de los participantes y un cambio de papeles de éstos durante el transcurso de la actividad. Es interesante destacar que en las actividades colectivas de cambio de rol no existen nunca ni ganadores ni perdedores, sino que se produce un cambio de papeles a lo largo del juego; dicho de otro modo, la meta de la actividad no es la misma para todos los participantes sino que depende del rol que desempeñan en cada momento, con lo que, al contrario que en las actividades competitivas, no podemos hablar de una meta única incompatible para todos (nota 3). El cambio de papeles es siempre motivado por circunstancias del propio juego, bien por la intervención de otros participantes con un papel distinto, oposición activa, bien por un fallo sin intervención ajena, oposición pasiva.

Atendiendo a si este cambio de papeles es temporal o definitivo distinguimos dos subgrupos dentro de las actividades de cambio de rol:

· Actividades de cambio reversible. En las que una persona puede pasar, a lo largo de la actividad, varias veces por el mismo papel. En el caso de juegos, éstos suelen finalizar cuando lo deciden, de mutuo acuerdo, los propios jugadores; en el caso de danzas jugadas, cuando finaliza la música. Ejemplos de este tipo de actividades los tenemos en el juego de la tula y en danzas juego como el baile de la escoba.

· Actividades de cambio irreversible. En las que la actividad finaliza cuando todos los participantes adoptan un determinado papel. No se puede, por tanto, pasar de un papel a otro más que una sola vez. Un ejemplo de este tipo de actividades lo tenemos en juegos como la araña.

b.1.2.) Actividades con oposición y sin cambio de rol. Son actividades no competitivas en las que existe una oposición y en las que los participantes no intercambian sus papeles en función de circunstancias derivadas de la propia actividad. Podemos encontrar varios tipos:

· De penitencia. Actividades jugadas donde la persona que falla o bien la persona que le correspondió en suerte, debe cumplir un castigo para seguir en el juego. El castigo suele consistir en realizar una prueba de valor, por ejemplo: dar un beso a otro jugador, o en desprenderse una prenda. Hay que destacar que el castigo forma parte del juego y los participantes buscan evitarlo pero en ningún caso se convierte en un elemento para excluirlos de la actividad, de hecho es bastante frecuente que el castigo sea negociado entre el que lo sufre y el grupo que lo impone o, en el caso de desprenderse de prendas, éstas son recuperadas por sus respectivos dueños al finalizar la actividad.

· De objetivo no cuantificable. Actividades con oposición donde el objetivo no está claramente definido de forma que no puede ser evaluado por criterios rígidos. Un ejemplo muy claro lo encontramos en una pelea de almohadas. El objetivo parece ser golpear con la almohada al otro jugador o jugadores y evitar ser golpeado por ellos, pero el hecho de golpear a alguien o de ser golpeado por alguien no implica eliminación o puntuación alguna, etc. La diversión está por encima de cualquier otra cosa.

b.2.) Actividades cooperativas. Son actividades colectivas no competitivas en las que no existe oposición entre las acciones de los participantes, sino que todos buscan un objetivo común, con independencia de que desempeñen el mismo papel o papeles complementarios. Dentro de las actividades colectivas cooperativas distinguimos dos tipos:

b.2.1.) Con objetivo cuantificable. El objetivo, idéntico para todos los participantes, está perfectamente definido y se puede comprobar si se cumple o no. En este tipo de actividades todos ganan o todos pierden, en función de si el grupo alcanza o no el objetivo propuesto. Dentro de este grupo, diferenciamos estos dos subgrupos:

· Con puntuación. Actividades de tanteo colectivo. El objetivo común es hacer el mayor número de puntos posible, superando una puntuación determinada que, a veces, no está definida al comenzar la actividad, sino que se va definiendo en función de los puntos obtenidos por el grupo, de forma que éste considera que gana cuando supera su propio récord.

· Sin puntuación. Actividades en las que el objetivo que hay que superar no es el de alcanzar una puntuación determinada, sino que normalmente se trata de una prueba que debe superar el grupo.

b.2.2.) Con objetivo no cuantificable. Actividades en las que el objetivo no puede ser evaluado por criterios rígidos. No puede determinarse si se ha cumplido o no. No existen, por tanto, ni ganadores ni perdedores. El papel de todos los jugadores puede ser el mismo o diferenciarse varios papeles. En este último caso pueden existir cambios de rol a lo largo de la actividad pero, a diferencia de los que se producían en las actividades de cambio de rol propiamente dichas, en las actividades cooperativas de objetivo no cuantificable estos cambios vienen determinados por los propios participantes y no por circunstancias del juego. Otra diferencia significativa es que en las actividades de este tipo no existe preferencia por parte de los participantes del tipo de papel que van a desarrollar, mientras que en las actividades de cambio de rol propiamente dichas, los participantes prefieren un determinado papel (perseguir a ser perseguido, saltar a hacer girar la comba, etc.)

Dentro de las actividades cooperativas de objetivo no cuantificable pueden distinguirse tantos subgrupos como tipos de objetivo consideremos. Señalaremos, a modo de ejemplo, los siguientes:

· De imitación. Uno o varios participantes imitan a otro u otros. El objetivo suele ser el hacerlo lo más fielmente posible. Ejemplos los encontramos en seguir al rey, el espejo, etc.

· De vértigo. Uno o varios participantes, con ayuda de otro u otros, tratan de sentir una sensación especial mediante el juego. El látigo y el molinillo son dos juegos tradicionales que nos sirven de ejemplo.

· De mantener un objeto en movimiento. El objetivo es que un móvil no se detenga. La mayor parte de las actividades cooperativas con puntuación podrían incluirse aquí cuando precisamente falte el tanteo; en este caso, los participantes no se preocupan por hacer el mayor número de puntos, sino que lo único que les interesa es mantener el objeto en movimiento el mayor tiempo posible o hacerlo tan deprisa como puedan. El tenis de mesa rotativo es un ejemplo de este tipo de actividades.

· De reproducción de secuencias rítmicas. Incluimos aquí las danzas colectivas, todos aquellos juegos tradicionales de palmas sin eliminados, los de corro y los juegos cantados. El objetivo es reproducir, tan fielmente como sea posible, una serie de acciones mientras se canta una canción o se escucha una melodía.

El siguiente esquema pretende clarificar todos los conceptos desarrollados anteriormente para facilitar su comprensión por el lector:

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Al contrario que otras clasificaciones (Cascón y Beristain, 1989; Jares, 1989, 1992), que agrupan las actividades en función de los diferentes objetivos que persiguen dentro del proceso de conformación de un grupo (nota 4), donde una misma actividad puede ser incluida en varios apartados, la clasificación que anteriormente he expuesto permite clasificar cualquier actividad en función de su propia estructura interna, de acuerdo a las variables consideradas e integrarla en un único apartado, lo cual supone un gran paso a la hora de comprender la lógica interna de cualquier actividad, individual o colectiva.

Un segundo elemento que conviene destacar de la taxonomía propuesta es la diferenciación entre oposición y competición. La oposición hace referencia a un tipo de interrelación entre las acciones de los y las participantes mientras que la competición implica una incompatibilidad de meta entre los mismos. Todas las actividades competitivas implican relaciones de oposición, pero la existencia de oposición no siempre supone competición.

Atendiendo a su estructura interna, es decir, en función únicamente de la propia actividad, de su reglamentación, queda perfectamente definida una actividad cooperativa como aquélla donde existe compatibilidad de meta para todos los participantes y donde, desarrollando el mismo papel o papeles distintos, no hay oposición entre las acciones de los mismos.

Elektro Eletricidade – Diretoria Comercial – 2007

publicado em 22 de janeiro de 2009 às 14:14

Off-site da Diretoria Comercial da Elektro Eletricidade. Temas desenvolvidos: Cooperação, Mudança, Integração, Comum-unidade. Você pode assistir ao slideshow ou visualizar cada foto individualmente no quadro abaixo.

Um dia vai voltar para você – WWF

publicado em 22 de janeiro de 2009 às 13:08

Fonte: WWF Brasil

IX Caminhada do Farol – Laguna/SC

publicado em 21 de janeiro de 2009 às 11:00

Olá amigos caminhantes! clip_image001[5]

Dia 31/01/2009 faremos a 9ª Caminhada do Farol. Para quem ainda não fez, é uma caminhada cooperativa (saindo todos juntos e chegando todos igualmente juntos), portanto não precisam se preocupar porque ninguém é deixado para traz.

É também uma caminhada pela paz, praticando o “pensar globalmente e agir localmente”, com respeito e reverência à natureza. O cenário que o diga. São 18 km por praias, na sua maior parte intocadas. Espera-se que todos cuidem e levem de volta o seu próprio lixo.

Sairemos às 7:30 h, pontualmente, do Hostel Ponta do Iró na Praia do Mar Grosso (dos amigos Cláudio e Alzira Horn) e vamos encontrando outros participantes ao longo da Praia do Mar Grosso até a travessia do bote.

Em frente à igrejinha da Ponta da Barra, faremos um círculo com todos os participantes para apresentação do programa.

O que levar:

- Calçados (tênis e/ou sandália).

- Roupas confortáveis (incluir roupa para banhos de mar, claro).

- Uma camiseta sobressalente, dentro de um saco plástico, para trocar no final da caminhada e também no caso de chuva.

- Chapéu, boné, sombrinha (algumas mulheres levaram, ficou charmoso e ainda se deram bem com o sol).

- Protetor solar.

- Um lanche leve para ser compartilhado na Ilhota numa grande toalha de pic-nic.

- Água, uma garrafinha de 500 ml é suficiente, pois no caminho tem pontos para reabastecer.

Como das outras vezes, combinamos com o pessoal do Hotel Farol um almoço onde cada pessoa paga a sua despesa. Não haverá problemas para quem quiser almoçar em outro lugar ou levar a sua própria refeição.

O retorno será de ônibus fretado saindo às 17:30 h do Farol e chegando na Praia do Mar Grosso aproximadamente às 18h30.

Previsão de gastos: travessia do bote: R$ 1,50; almoço (sem bebidas): R$ 15,00; ônibus de volta: R$ 5,00. Os valores são aproximados.

Para ter uma idéia e atiçar a vontade, segue em anexo algumas fotos de outras Caminhadas.

Você está convidado, podendo estender o convite a quem se interessar por passar um dia cooperativo, em paz consigo, com os outros e com a natureza.

A inscrição à Caminhada será através da contribuição de:

- um livro infantil ou infanto-juvenil (novo ou preferencialmente usado) ou

- um quilo (pelo menos) de alimento não perecível .

Os livros serão doados às escolas da rede pública de ensino e os alimentos à Rede Feminina de Combate ao Câncer. Estas doações deverão ser entregues até a véspera da caminhada para Sra. Emeri Massih, Rua Tito Costa, 2047 (atrás do Restaurante Free Shop) ou com a Sra. Maria Antônia Rotolo, Rua Tenente Bessa, 99 – Centro Histórico (frente a Escola Gerônimo Coelho).

Abraços fraternos.

Sid & Lica (sidnei@soares.trix.net | liliana@soares.trix.net )

(048) 9911-9519

(048) 9972-2738

X Convenção de Vendas Giroflex

publicado em 20 de janeiro de 2009 às 15:05

Parceria entre Projeto Cooperação e Work na facilitação da X Convenção de Vendas da Giroflex em 2007, com o tema Mundança. Atividades realizadas: Palestra “A Arte de viver a Mundaça” (Dulce Magalhães), Desenvolvimento de Atividades Cooperativas para o fortalecimento do grupo de colaboradores, realização de um Circuito de Desafios Cooperativos (Projeto Cooperação).

Cooperando com o Planeta

publicado em 17 de janeiro de 2009 às 12:52

O Instituto Akatu, uma organização que vem se dedicando ao trabalho de conscientização sobre o consumo consciente, tem veiculado uma campanha sobre o desperdício de alimentos.

Clicando aqui, você poderá obter mais informações sobre o seu consumo atual e, principalmente, sobre o que fazer para mudar essa realidade.

Artigo – Jogos Cooperativos na Educação Física: Criar e Recriar

publicado em 15 de janeiro de 2009 às 11:25

Por Eliana Rosseti Fausto (Lili) – eliana@projetocooperacao.com.br

RESUMO

Um Educador Físico deve ter como objetivo de aula a educação por inteiro. Isso quer dizer: uma educação que contemple os aspectos físicos (motor) e também os aspectos cognitivo, social e emocional. Devemos garantir o todo do indivíduo nas aulas de Educação Física. O jogo cooperativo nos aproxima desse objetivo. O jogo cooperativo propicia essa educação por inteiro. Utilizando esses jogos, nota-se quanto o aluno se envolve com a atividade proposta. A liberdade de expressão e ação, a confiança em si mesmo e a alegria vivenciada oferecem oportunidades para a criança criar situações diferentes, pensar estratégias e garantir que o aluno seja ele mesmo, pois, as relações intersubjetivas ajudam cada indivíduo a se conhecer melhor, aumentando suas condições de transformar regras de um jogo, aceitar mudanças e acreditar que há possibilidade de transformar valores e atitudes de sua vida. O professor também aprende a importância de transformar conceitos, aceitar mudanças, questionar os alunos fazê-los pensar e acreditar que assim, a criança pode levar essa experiência vivida no jogo, (ser ele mesmo, ter confiança em si, saber o que quer) para além da quadra, incorporando-a para sua vida.

1. INTRODUÇÃO

É de se notar que a Educação Física escolar está mudando a cada ano, um novo olhar está surgindo e modificando conceitos mais antigos. Exemplo disso é o fato de que os professores estão mais preocupados com o nível educacional, com o indivíduo e não tanto com ensinar “esportes”. Preocupamo-nos mais com a socialização, integração e participação dos alunos do que com os ensinamentos de esporte ou seu aperfeiçoamento, quando o aluno chega ao Ensino Médio.

Como professora de Educação Física há quase vinte anos, tenho a crença no desenvolvimento de uma pessoa autônoma – que tem, como característica, a capacidade de pensar por si mesma, ser crítica, ter consciência de sua escala de valores, ser uma agente da transformação social. Assim, é importante que eu, como educadora, trabalhe com todos os aspectos do indivíduo, para a formação de pessoas realizadas, engajadas, cooperadoras e que saibam se portar neste mundo de intensas mudanças culturais e sociais.

Quando se tem esses objetivos, logo se percebe a importância dos jogos cooperativos no desenvolvimento do indivíduo: por meio deles aprende-se a trabalhar ou jogar em grupos, não para vencer por vencer , mas para vencer a si mesmo.

A Educação Física, um meio para o desenvolvimento dos indivíduos, é também uma forma de o aluno adquirir uma melhor qualidade de vida. Um dos objetivos da Educação Física é educar o aluno para viver bem a vida; daí a importância de desenvolver a cooperação, pois como afirma (Brotto, 2001, p.82) a Educação Física mobiliza desafios, reforça a confiança em si mesmo e no outro, incentiva a participação, ensina a ganhar e perder e aprimora a pessoa seja em termos pessoais ou coletivos. Também dá oportunidade a esse aluno de ser crítico, ser criativo e fazê-lo pensar.

É de se notar as diferenças que os alunos estabelecem com os próprios colegas de classe. Fica clara a distinção (e, constantemente, a discriminação): do mais lento para o mais rápido, do mais ágil para o mais desastrado, do mais gordo para o mais magro. Enfim, essas diferenças existem e sempre existirão, mas é necessário que sejam RESPEITADAS. Neste sentido, existem inúmeras vantagens nos jogos cooperativos. Eles trazem o sucesso para todos os participantes. As crianças que jogam sentem prazer, alegria e descontração; o medo de errar passa a ser inexistente e ganhar ou perder não é o mais importante.

O jogo cooperativo une os extremos: aquela criança que é mais ágil fisicamente, ou que tem uma habilidade motora melhor acaba não sendo a única a se sobressair; aquele aluno que é o último a concluir uma tarefa, ou aquele que fracassa, também terá nos jogos cooperativos mais sucesso, porque conseguirá realizar as atividades propostas.

É num ambiente assim que a criação ou re-criação de jogos surge, pois a criança não está sendo tolhida pelos colegas ou pelo professor que, nesse momento, assume um papel importante porque, caso ele não facilite tal abertura para as crianças, de nada adianta a criação espontânea dos alunos.

Desenvolver a cooperação nas crianças através dos jogos cooperativos, além de ajudá-las a construir esse conceito tão importante, fará com que sejam crianças felizes, corajosas, confiantes, amorosas, criativas e cooperadoras.

O jogo exerce um fascínio muito grande nas pessoas, tanto em quem joga como em quem assiste. Em apenas um jogo, somos capazes de sentir tantas emoções… E essas emoções se misturam: ansiedade, nervosismo, alegria e tristeza, choro e riso.

Como é do conhecimento de todos, vários especialistas são a favor do jogo como um instrumento de trabalho valioso no sentido de ajudar no desenvolvimento da criança, principalmente no aspecto social. Jean Piaget (in Orlick, 1989, p. 107), também privilegia a atividade física da criança no seu meio ambiente e, assim, ela aprende sobre si mesma e sobre os objetos do mundo. No Brasil, há também dois grandes nomes, Fábio Otuzzi Brotto e João Batista Freire, que também se expressam da mesma maneira. Para (Brotto, 2001, p.17), “jogando por inteiro podemos desfrutar da inteireza uns dos outros e descobrir o jogo como um extraordinário campo para a RE-Creação pessoal e coletiva”. Já (Freire, 1989, p. 134), expõe que o jogo reflete sobre o corpo como referência para a criança se portar no mundo e, por isso, a necessidade de uma Educação Física que proporcione ao aluno um pensar mais crítico e uma construção de idéias no momento do jogo ou durante uma atividade que ajude a criança a ser mais criativa e participante.

Sobre isso, Freire afirma que, para crianças da Educação Infantil à 4ª série do Ensino Fundamental, tudo se reduz ao concreto, ou seja, a vida é “vista” pelo corpo. Por isso as produções físicas ou intelectuais são produções corporais que se dão nas interações com o mundo.

O jogo é um ótimo instrumento de trabalho nas aulas de Educação Física. Ele promove a interação dos participantes, faz pensar, tem a capacidade de transformar valores, atitudes e também aprender a ser e estar no mundo.

Com isso, fica reforçada a importância que se deve dar para a aprendizagem da cooperação nessa faixa etária. Tudo que a criança aprende é pelo corpo, pelo movimento. Suas sensações, atitudes e emoções são corporais, então a cooperação, sendo aprendida nessa faixa etária, fará parte do comportamento cotidiano desse indivíduo. Neste momento, também é dado o mesmo valor para a criação e re-criação de jogos.

Pode-se afirmar que, com os jogos cooperativos a criança desenvolve todo este potencial: de ser ela mesma, de aprender a cooperar, de ser crítica, criativa. Quando adulta, poderá utilizar destes elementos para “ser” um indivíduo mais atuante em nossa sociedade.

Dentro dos jogos cooperativos, ou mesmo jogos criados e re-criados pelos alunos, são trabalhados todas e quaisquer habilidades motoras, (saltar, pular, arremessar, pegar, chutar, lançar), com uma vantagem: a criança, ao jogar, não estará preocupada com a forma de executar o movimento, o aprendizado faz-se mais facilmente, pois não há pressão em acertar ou errar.

2. Intenção da Experiência: objetivos

Como educadores, devemos ter a certeza de que estamos plantando várias sementes dentro de cada um, porque seus frutos serão colhidos num futuro próximo, por eles mesmos e por pessoas que conviverão com eles familiares, amigos, colegas. Professores e educadores que passaram por suas vidas, dificilmente vão compartilhar o resultado deste processo de mudança e crescimento. Faz sentido a comparação com a história do bambu chinês. Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada por aproximadamente 5 anos. Durante esse tempo, o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, mas uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra, está sendo construída. A planta, ao mostrar-se afinal, é forte…

Mesmo acreditando que estes objetivos serão atingidos ao longo da vida, é de se notar a mudança que ocorre em muitos alunos no dia-a-dia das aulas, porque a experiência prática que a Educação Física proporciona, faz com que os alunos comecem a se exercitar.

É importante que a criança desenvolva, ao longo do processo, os seguintes aspectos:

q Saber ouvir.

q Saber falar – comunicar-se e ser entendido.

q Respeitar o outro e sua opinião.

q Respeitar a si mesmo.

q Atuar em seu grupo (equipe) de uma forma ética, sugerindo, cooperando, ajudando.

q Realizar tarefas, mesmo sem vontade, por pensar na equipe.

q Perceber e mostrar que as diferenças devem ser respeitadas.

3. JOGOS COOPERATIVOS NAS AULAS DE EDUCAÇÀO FÍSICA COM ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL – DESENVOLVIMENTO DA EXPERIÊNCIA

Este projeto foi desenvolvido com alunos entre 10 a 11 anos. Nessa faixa etária, iniciamos a aprendizagem de fundamentos para a iniciação esportiva.

Embasada nos jogos cooperativos, iniciei um trabalho com os alunos: sempre que necessário, quando surgia uma dúvida do próprio grupo, nós parávamos o jogo para conversar sobre o que estava acontecendo. Nesse momento, a maioria dos alunos se coloca – como estava se sentindo e como poderia atuar numa determinada situação. Com disso, percebemos o quanto cada um poderia contribuir com o desenvolvimento do jogo e com o desenvolvimento pessoal de cada participante. Foi observado o quanto todo esse movimento de alunos e professor enriquecia o grupo de alunos.

Num determinado dia, um aluno sugeriu uma mudança na estratégia de jogo. Foi unânime a vontade de jogar de uma forma diferente. É importante lembrar que isso ocorre quando damos a oportunidade para a criança pensar e agir livremente, quando ensinamos de tal maneira que todos estão envolvidos com o processo de “ensinagem” 1 (Brotto, 2001, p. 84). Há de se ressaltar o desempenho do professor neste momento. É muito importante! Cabe ao professor somente ajudar a organizar a situação para que não haja conflitos; e deixar que o grupo pense e elabore as novas regras e as vivenciem no jogo. Ressaltamos que é neste momento que os alunos estão se desenvolvendo de uma forma mais criativa e crítica.

Cria-se uma espécie de aula assemelhada a uma boa discussão, pois todos querem falar ao mesmo tempo, os alunos gritam e ficam mais agitados. É hora do professor entrar em ação: sendo um focalizador, ele é responsável em organizar a “bagunça” ou pensamentos desordenados dos alunos. Pensamentos desordenados pelo fato de que todos querem falar e, nesse momento, as crianças ainda não percebem que é necessário ouvir e respeitar o outro.

Então, no andamento do jogo, quando algum aluno sentir a necessidade de dar uma sugestão ou colocar algo que não gostou, é feito um círculo na própria

quadra para que o grupo possa chegar a uma conclusão. O aluno coloca sua sugestão; se todos concordam, ótimo, se há controvérsias, os próprios alunos sugerem votação. O círculo só é desfeito quando as dúvidas ou sugestões daquele momento foram sanadas ou consideradas, isso quer dizer que: caso haja uma nova situação de sugestões ou alguém querendo se colocar, é feito novamente um círculo. Não é um momento fácil porque o jogo é interrompido muitas vezes, mas é importante que aconteça isso, porque o aluno será ouvido por todos, muitas vezes sua sugestão será aceita pelo grupo, ou não, outras vezes este mesmo aluno vai opinar contra ou a favor de outras idéias. Tudo isso com a supervisão do professor, porque ele estará apoiando o aluno e ajudando-o a se colocar caso haja necessidade e também garantirá a relação entre os alunos, não deixando que os mesmos se tratem com desrespeito.

4. PROCESSO DE EVOLUÇÃO E RESULTADOS OBTIDOS.

Com o passar do tempo, as aulas foram ficando cada vez mais interessantes e ricas de idéias. Alguns jogos eram os preferidos dos alunos, e eles começaram a criar e re-criar em cima das regras já existentes, introduzindo os fundamentos básicos dos jogos – vôlei, basquete, futsal e handebol – que naquele ano eles iriam conhecer.

“Um Time Zoneado” e “Pique – Bandeira” (ver tópico 6), foram os mais jogados e escolhidos pelos alunos. No jogo “Um Time Zoneado” (que é jogado com as mãos), criou-se uma forma de jogar com os pés (chute), podendo-se também jogar de mãos dadas, como se fosse um pebolim humano.

Já no “Pique – Bandeira” os alunos criaram várias estratégias e novas formas de jogar. Um exemplo: Em vez da bandeira, colocava-se em jogo uma bola de vôlei para jogar Pique – Voleibol, quando se jogava Pique – Basquete, a bola era de basquete.

Com relação à pontuação, o grupo de alunos soube explorar esse valor de várias maneiras. Esta é uma ótima referência para o professor perceber qual o valor que os alunos estão dando ao jogo. Quer dizer, quando se joga pelo puro prazer de jogar, a pontuação não tem um valor expressivo. Às vezes, alguns alunos até sugeriam a hipótese de não ser necessária a contagem de pontos. Por outro lado, sabemos da importância desses pontos, até porque vivemos em uma sociedade e também é nosso dever ensinar nossos alunos a terem consciência de duas possibilidades: Ganhar e Perder. Com isso eles puderam jogar de várias formas:

q Todos ganham,

q Pontuação invertida,

q Jogadores trocam de time quando fazem ponto ou escolhem uma pessoa para a troca,

q Pontuação conquistada fica no próprio grupo.

Como resultado desse trabalho, podemos observar quantos componentes de cooperação os alunos puderam desenvolver ao longo do projeto. Além disso, outros aspectos foram observados: respeito a si mesmo e ao outro, a auto-estima mais elevada e, conseqüentemente, uma autoconfiança conquistada.

Houve também um entendimento de cada um com relação a todo o grupo, pois os alunos respeitavam a fala do outro, ouviam com atenção a explicação de um aluno. Nesse momento, tiveram posturas desejáveis, como:

q Saber ouvir

q Esperar sua vez para falar

q Saber falar

q Respeitar o outro

Mesmo aqueles alunos que apresentavam algum tipo de dificuldade motora, ao participar dos jogos cooperativos de uma forma mais criativa e atuante, superaram as dificuldades devido ao seu envolvimento com os jogos e por estarmos, sempre que possível, trabalhando atitudes que devemos ter na vida.

Só para dar ênfase a este assunto, (Brotto, 2001, p. 35) resume e explica bem o processo: Através dos Jogos e dos Esportes temos a oportunidade de ensinar, aprender e aperfeiçoar não só habilidades e coordenação motora, mas também um auto-conhecimento tanto de nossa competência emocional, como: criatividade, confiança mútua, auto-estima, respeito e aceitação uns pelos outros, espírito de grupo e daqueles sobre as quais precisamos nos fortalecer, tais como: compartilhar sucessos e fracassos a aprender a jogar uns com os outros, ao invés de uns contra os outros.

5. DESCRIÇÃO DOS JOGOS COMPARTILHADOS NAS EXPERIÊNCIAS

Um Time Zoneado

A quadra é dividida em 6 partes iguais (linha central, linha dos três metros do vôlei e a linha de dentro do garrafão – basquete) que formam as zonas em A – B – A – B.

Os alunos são distribuídos em cada zona, podendo haver um, dois, três ou mais alunos em cada espaço. Tudo depende do espaço da quadra e também do número de alunos. É importante ressaltar que os alunos somente poderão jogar dentro da zona que estão ocupando neste momento, não podendo invadir o espaço do outro.

Os alunos da zona A fazem gol na zona B e os alunos que ocupam a zona B fazem gol na zona A. Os alunos que ocupam a zona A somente poderão passar a bola para os alunos da zona A e vice-versa com o B.

clip_image002 Quando acontece o gol, quem estava no gol B vai em direção ao gol A e quem estava no gol do A, vai para a zona B. Quem estava na zona B, vai para a A e assim sucessivamente até todos pularem uma casa. Feito o gol, o jogo inicia-se com a bola na zona A ou B.

RE-CRIAÇÕES:

Jogar com os pés.

Jogar com os pés, e de mãos dadas.

Nota: Este jogo foi tirado do livro – Jogos cooperativos – O Jogo e o Esporte como um Exercício de Convivência – Fábio Otuzi Brotto.

Pique – Bandeira

A classe é dividida em dois grupos A e B. Um grupo de cada lado.

O objetivo do jogo é que a equipe A ou B traga a bandeira que está localizada no gol do campo adversário para seu próprio campo.

Ao sinal, os dois grupos A e B iniciam a jogada simultaneamente, o grupo A deve entrar no campo do grupo B para pegar sua bandeira sem que seja pego. Caso isso ocorra, ele só poderá sair de seu lugar quando for salvo por alguém do seu time. Caso contrário esse aluno deverá ficar no local até o fim da rodada. Se o aluno do grupo A ou B conseguir pegar a bandeira e voltar com a mesma nas mãos sem ser pego por uma pessoa do outro time, é ponto para seu grupo. Caso ele seja pego, ficará parado no lugar até que alguém venha salvá-lo e a bandeira voltará para seu lugar de origem, dentro do gol. Quando isso ocorrer, não é necessário iniciar uma nova partida. Quando o aluno conseguir trazer a bandeira para seu grupo, a equipe ganha um ponto e inicia-se o jogo novamente.

Re-criações:

Também se joga Pique-bol, ao invés da bandeira coloca-se uma bola qualquer em jogo. Para finalizar a jogada, é necessário que os alunos chutem a bola para um colega do seu próprio campo pegá-la no ar.

O Pique-voleibol é jogado com a bola de vôlei e para marcar o ponto é necessário que o aluno de um saque (por baixo) e um colega de seu grupo pegue a bola no ar. Quando o grupo já está adiantado nos fundamentos do vôlei, pode-se pedir que o colega receba a bola com manchete.

O Pique-basquete é jogado com bola de basquete. Um grupo de alunos se dirige para o garrafão do outro lado da quadra que faz parte do seu grupo, realiza a defesa e manda a bola para seu campo para que os colegas marquem a cesta (esta bola só poderá se enviada através de passe ou correndo quicando a bola no chão). Os alunos que permaneceram no seu campo deverão receber a bola do grupo que foi em direção ao garrafão e tentar fazer a cesta ao redor do garrafão do seu próprio campo. Enquanto esse grupo tentará marcar cesta, no garrafão de sua equipe, também haverá alunos do outro campo fazendo a defesa, pois o jogo acontece simultaneamente dos dois lados.

Dar um tempo para os alunos fazerem suas estratégias de ataque e defesa. Esse é um momento importante do jogo, pois é a hora em que eles conversam e combinam suas regras da própria equipe.

A pontuação pode variar, há regras em que uma equipe só consegue vencer quando todos do grupo conseguir fazer o ponto. Outra regra é: quando uma equipe faz ponto, acontece a inversão; a defesa de grupo A vai para o ataque do grupo B, o ataque do grupo B vai para a defesa do A. Ou então, ganha o jogo a equipe em que num determinado tempo, diferentes alunos da mesma equipe marcar ponto.

Corrida Pô

Este é um jogo divertido e gostoso de jogar. Ele tem hora para começar, mas não tem hora para acabar.

Formar dois grupos de alunos.

Os alunos terão que se posicionar na ponta direita de cada linha de fundo da quadra, (no vértice da área do gol), ficando assim, na diagonal um grupo para o outro.

Saber jogar Jô quem Pô (Pedra, papel e tesoura)

Desenvolvimento

Com um determinado sinal, inicia-se o jogo. Os primeiros alunos de cada coluna começam a corrida. Ao se encontrarem, começam a jogar jó quem pô, quem ganhar continua a corrida, quem perder, vai em direção ao outro grupo ficando assim, no fim da fila. No mesmo momento em que o aluno que ganhou continua a corrida, o segundo aluno do outro grupo sai em sua direção. Ao se encontrarem jogam jô quem pô, quem perde, sempre vai se colocar no final da coluna do outro grupo e quem ganha continua o percurso até conseguir chegar ma marca do pênalti. Quem conseguir chegar na marca do pênalti, é porque ganhou todas as disputas de Jô quem pô.

O ponto que o aluno conquista, fica no grupo onde ele iniciou a brincadeira, e ele se coloca atrás da coluna do outro grupo.

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OBS: Os alunos deverão correr em cima das linhas.

Tubarão e o Cardume de Peixes

Desenvolvimento:

O Tubarão (pegador) fica no centro da quadra, só podendo se locomover em cima da linha, lateralmente, e também só pode pegar um peixe se estiver na linha. Os peixes posicionam-se na linha de fundo da quadra.

Ao sinal, o cardume de peixe, tem que atravessar a quadra correndo, e por sua vez, o Tubarão tem que tentar pegar algum peixe.

Quem for pego pelo Tubarão, também se tornará num Tubarão, e ajudará a pegar os outros peixes.

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Variação:

Quando tiver um número grande se Tubarões, fazer uma corrente,(alunos de mãos dadas em cima da linha, e só os alunos das pontas é que podem pegar). Por outro lado, os peixes que conseguirem passar por baixo das pernas dos Tubarões, não são pegos.

Num determinado momento do jogo, falar que se os peixes passarem por baixo das pernas dos tubarões, eles se transformarão em peixe novamente. Iniciando assim novamente o jogo.

Zerinho – Corda

A proposta é pedir para às crianças que cada batida da corda corresponde a passagem de uma criança pela corda. Ou seja, não pode haver “batidas vazias”, tem que haver a passagem de uma criança após outra; por exemplo, em dez batidas de corda, dez crianças deverão ter passado sucessivamente.

A exigência maior do zerinho, fica por conta da organização do grupo; caso a criança demore a voltar para o inicio da fila, é possível acontecer de não ter ninguém para passar pela corda. A organização é fundamental.

Depois que os alunos estiverem em um ritmo bom, propor ao grupo alguns desafios:

Aumentar o ritmo da corda (bater mais rápido)

Propor para os alunos passarem pela corda sem esbarrar nela.

Passar de dois em dois, três em três, quatro em quatro.

Verificar o número de alunos e propor para que os mesmos passem pela corda o dobro de vezes. Ex: caso tenha 20 alunos, tentar passar 40 vezes.

Libere sua criatividade e proponha seus próprios desafios, mas, fundamental é fazer com que os desafios sejam compatíveis com a faixa etária dos alunos. É importante que as crianças consigam realizar os desafios, principalmente para adquirir mais auto-confiança e auto-estima.

Gincana Cooperativa

A classe é dividida em dois grupos e cada grupo recebe uma lista de tarefas a cumprir. (procurar objetos escondidos pela escola)

Marcar com os alunos um local para que todos possam encontrar-se após os dois grupos terem achado os objetos escondidos.

Já no local marcado, verificar se os alunos encontraram todos os objetos pedidos, caso isso não tenha ocorrido, pedir então que todos os alunos ajudem os outros a acharem o objeto. Em seguida, a professora propõe unir os objetos encontrados dos dois grupos e formar uma única coisa.

Queimar o Rabo do Dragão

Formar um grande círculo, e nesse círculo um aluno está com uma bola na mão. De preferência uma bola leve.

Dentro do círculo e no centro, dois alunos estarão representando o Dragão e o Rabo. O aluno da frente é o Dragão e o que está atrás segurando na cintura do Dragão para proteger-se será o Rabo.

Inicia-se o jogo com os alunos que estão no circulo, passando a bola um para o outro, tentando queimar o Rabo do Dragão, e por sua vez, o Dragão tem que proteger o seu próprio Rabo.

Quando alguém do círculo queimar o Rabo do Dragão, irá para o centro e se transformará em Rabo, o aluno que era Rabo, se tornará Dragão e o aluno que era Dragão retorna ao círculo. E assim recomeça o jogo.

Unidos Venceremos

Dividir a classe em pequenos grupos, de 3 a 4 pessoas no máximo.

Quanto mais lúdica for a brincadeira melhor. Dependendo da faixa etária, é interessante contar uma história antes.

Os alunos em pequenos grupos serão unidos por um elástico (costura) pela cintura.

O grupo que estará com uma bola, de preferência grande e leve, será o pegador. Para que esse grupo pegue o outro grupo, é necessário que a bola encoste em alguém. Neste momento o pegador é o grupo que foi pego.

Variação: quando um grupo for pego, o aluno que a bola foi encostada, muda de grupo, e a bola fica para o grupo que ficou desfalcado.

Pega – Pega / Adivinhe quem é!

Os alunos estão dispostos na quadra a vontade e são numerados de 1 a quantidade de alunos.

Qualquer pessoa pode iniciar o jogo, mas o professor deverá falar um número. Ex: 4 O aluno que for o número quatro, se identifica e começa a fugir, pois todos os alunos deverão queima-lo. Para isso, eles terão que fazer passes com a bola e tentar cercar o aluno. Quem está com a bola não pode andar.

Variação: Num determinado momento do jogo, pede-se para os alunos não se identificar mais quais são seus números, ficando a critério do grupo todo tentar adivinhar qual aluno corresponde a qual número.

Juntos nos Obstáculos / Circuitodos

Todos os alunos juntos e “presos” com um elástico de costura.

Na quadra, colocar cones, bambolês, cordas. Fazer um circuito em que os alunos deverão passar todos juntos no elástico.

Variação: também pode-se marcar um tempo para os alunos realizarem a tarefa.

Voleibolão

Joga-se numa quadra de voleibol, e o número de participantes é ilimitado.

É necessário ter uma bola leve e bem grande.

Desenvolvimento:

O jogo começa com o professor lançando a bola para um determinado lado. É preciso que as pessoas não deixem a bola cair no chão, por isso pode-se tocar na bola mais de três vezes.

Variação:

Quem der o último toque na bola e a mesma passar para o outro lado da rede, essa pessoa também vai para o outro lado da rede.

Dependendo de quem estiver jogando, caso consiga dar um saque, ou tocar a bola para o outro lado para iniciar uma partida, também poderá ir para o outro lado da quadra, após ter iniciado o jogo.

Queimada da Abelha Rainha

Este é um jogo de queimada normal, com apenas uma variação, escolher entre as pessoas do grupo quem será a Abelha Rainha.

Por sua vez, quem for escolhido não poderá deixar ser queimo e as pessoas do seu grupo também terão a função de protege-lo. O mais importante é que nenhum dos dois grupos pode saber quem foi escolhido, somente o professor.

Se no decorrer do jogo, a Abelha Rainha for queima pelo grupo A, todas as pessoas que estariam no morto voltariam para o vivo novamente e haveria uma troca de Abelha Rainha por parte do outro grupo e iniciaria o jogo novamente.

Cabeçobol

Os alunos são divididos em dois grupos A e B.

Fazer gol com a cabeça

Desenvolvimento:

Os alunos distribuídos em sua metade da quadra, até iniciar o jogo., sendo que para o jogo começar, o grupo deverá estar na linha central da quadra com a bola. Ao sinal, os jogadores vão passando a bola uns para os outros em direção ou seu gol. O jogador que estiver com a bola na mão, não poderá andar, o restante sim. O gol só será válido se for jogado com a cabeça e com a ajuda de um colega do mesmo grupo que lançará a bola para o colega que irá cabeceá-la.

Quem marcar o gol troca de grupo e de posição, o jogador passará ser goleiro e o goleiro passará ser jogador em grupos opostos.

Variação:

Mudando o nome do jogo, também muda a forma de fazer gol. Tapabol – é necessário fazer gol com um tapa na bola. Só poderá ocorrer isso se a bola for de um material bem leve (plástico) e bem grande.

Caçada ao Grupo

Este jogo é como um caça ao tesouro.

É necessário tirar fotos do grupo em determinadas situações ou atividades. Em seguida montar um cartaz com as fotos e alguns dizeres. Preparar um cartaz igual e esconder pela escola as fotos e os dizeres. Mostrar para os alunos o cartaz montado e desafia-los com o seguinte: Vocês terão 20’ para montar um outro cartaz igual a este.

Dicas:

É importante que o grupo tenha organização, porque se não será difícil atingir a meta.

Pensar com os alunos quem vai colar as fotos, quem vai procurar as fotos e quem vai organizar o cartaz.

É uma atividade que envolve o grupo como um todo, todos devem perceber que é fundamental a participação de todos e a organização também.

Bingo Cooperativo

Pedir para os alunos dobrar uma folha de sulfite em quatro partes. Ao abrir a folha, o aluno encontrará 16 quadrados. (O número de quadrados dependerá do número de alunos da sala, pois é necessário que tenha um número menor de quadrados do que de alunos). O professor pede para que os alunos pensem numa qualidade com a inicial do próprio nome. Ex: Estela – Extrovertida. Em seguida pede para que os alunos coloquem seu nome com a qualidade num dos quadrados da folha de sulfite, de preferência em cima no canto direito. Ao sinal, todos os alunos deverão preencher os quadrados restantes, com os nomes e as qualidades dos colegas. Não será válido repetir o nome de qualquer pessoa. Feito isso, o professor deverá fazer o mesmo e cortar os papéis para sorteio e colocar num saquinho. Com tudo isso pronto, poderá dar inicio ao bingo.

Recortar e Colar

Dividir os alunos em pequenos grupos.

Distribuir para cada grupo várias revistas, esporte, moda, variedades, esporte radicais.

A proposta é: os alunos deverão encontrar fotos que haja cooperação, e colar no cartaz. É fundamental que os grupos se organizem antes de iniciar a atividade. Ex: qual aluno vai recortar, colar, organizar o cartaz e também qual aluno vai explicar para a sala o cartaz e como foi a organização do grupo.

Jogo da Rebatida

Na quadra, fazer círculos com giz ou colocar bambolês e numera-los na parte superior e do lado de fora; um bem afastado do outro. No centro da quadra deverá ter um bastão e uma bola, de preferência bem leve.

A classe deverá se organizar de forma que fique dois alunos em cada círculo, lembrando também que deverá ter dois alunos no centro da quadra. Um com o bastão e o outro com a bola. Lançador e rebatedor.

Inicia-se o jogo, com os alunos que estão no centro com o bastão e a bola, esses alunos deverão escolher um número e falar bem alto o número escolhido. No momento em que o mesmo estiver rebatendo a bola. O número chamado, deverá sair correndo com seu parceiro e tentar pegar a bola e procurar um círculo vazio para ele e seu companheiro. Caso ele encontre, deverá permanecer dentro dele com a bola na mão. A dupla que não encontrar um círculo, se colocará no centro da quadra para reiniciar o jogo. Não é permitido que uma dupla de alunos retorne para o mesmo círculo que estavam ao iniciarem a rodada. caso isso ocorra, a dupla vai para o centro da quadra.

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Variação:

Num determinado momento o professor pede para que os alunos troquem de parceiros antes de entrarem no círculo. A única dupla que não troca, é a dupla que for chamada naquela rodada.

Também há possibilidade do aluno que estiver no centro, ao invés de chamar pelo número, chamar pelo nome as pessoas de dentro do círculo.

Quando houver a troca de parceiros, fazer com que os alunos procurem um parceiro antes de entrar no círculo, não podendo entrar no circulo sozinhos.

Ao invés da rebatida na bola, pode-se chutar, lançar, arremessar.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

São muitas as conclusões que são tiradas deste trabalho de criar e re-criar jogos cooperativos. A alegria e o bem estar dessas crianças ao executarem esses jogos de uma forma lúdica, leve e criativa, trouxe a possibilidade de participação de todos, com sugestões e críticas construtivas. Como afirma (Brown,1994, p. 20), “Estruturas de cooperação criam as condições para transformar a desigualdade, produzindo situações de igualdade e relações humanas onde cada um sente a liberdade e a confiança para trabalhar em conjunto em função de algumas metas comuns”.

Também é preciso dizer do poder de iniciativa demonstrado pelo grupo ao planejarem uma forma nova e diferente de jogarem um determinado jogo.

Como foi dito anteriormente, mas é importante ressaltar, mesmo alunos que apresentavam algum tipo de dificuldade motora, ao participarem do jogo cooperativo, superaram suas dificuldades, devido ao seu envolvimento frente à situação – colocavam-se de uma forma positiva diante do grupo e algumas vezes suas sugestões eram aceitas, tudo isso dá força e confiança para essas crianças.

Todo o ensino se beneficia com a prática cooperativa. É necessário que Escolas e Educadores adotem uma nova postura na área educacional. Um indivíduo mais cooperador terá mais autonomia e segurança para executar tarefas em sua vida e, automaticamente, será mais aceito em nossa sociedade.

Não podemos mais criar pessoas mecanizadas por uma sociedade que muitas vezes copiam padrões pré-estabelecidos e modelos destorcidos que estão presentes em nossa cultura, para atingirem o sucesso a qualquer custo.

A competição existe. Isso é um fato! Mas é importante que mostremos aos nossos alunos que há outra possibilidade e que esta, a cooperação, nos traz vários benefícios pessoais e intelectuais, para que futuramente eles possam competir de uma forma mais honesta consigo mesmo e com o outro.

Por isso a insistência! Um ótimo lugar para começar a ter um olhar diferenciado, uma atitude cooperativa para com as pessoas e as coisas que nos cercam é a Escola. Educar para a cooperação.

É necessário que Escolas e Educadores transformem-se e eduquem as crianças de uma forma em que a cooperação faça parte do dia-a-dia, levando em conta o indivíduo como ser único, responsável pelo seu próprio ritmo.

Desenvolvendo a cooperação em nossos alunos e fazendo com que criem situações novas dentro de um jogo, estaremos dando a oportunidade para que eles se coloquem e mostrando que todos são importantes, que há coisas boas a compartilhar; com isso, a criança se sentirá confiante. Não podemos só enaltecer aquele aluno que tem mais habilidades e competências, devemos, como educadores, identificar naquele aluno que é menos favorecido, realçar quanto suas habilidades e competências são tão boas quanto as dos outros colegas, dar condições para que essa criança acredite ser capaz por ela mesma e, não pelo que os outros falam dela.

Orlick (1989, p. 104) um autor importante quando o assunto é o jogo cooperativo, afirma que: “Se fizermos com que cada criança se sinta aceita e dermos a cada uma um papel significativo a desempenhar no ambiente de atividade, estaremos bem adiantados em nosso caminho para a solução da maioria dos sérios problemas psico-sociais que atualmente permeiam os jogos e os esportes. Essa é uma das razões porque é tão importante criar jogos e ambientes de aprendizado onde ninguém se sinta um perdedor”.

Uma melhor relação professor x aluno também foi um resultado positivo. No decorrer do processo, ela se tornou mais efetiva, houve afeto e respeito.

E, para finalizar, é necessário colocar o papel da Escola na formação da criança cidadã. A formação desse novo sujeito implica uma escala de valores éticos, de inclusão, de solidariedade, de justiça, de aceitação do diferente e de transformação social e pessoal. Tal discussão precisa ter lugar no contexto da Escola, em todos os seus níveis de ensino.

BIBLIOGRAFIA

BROTTO, Fábio Otuzi. Jogos Cooperativos: O Jogo e o Esporte como um Exercício de Convivência. Santos – SP: Projeto Cooperação, 2001.

BROWN, GUILHRMO. Jogos Cooperativos: Teoria e Prática. São Leopoldo: Sinodal, 1994.

FREIRE, João Batista. Educação de Corpo Inteiro. São Paulo: Scipione, 1989.

ORLICK, Terry. Vencendo a Competição. São Paulo: Círculo do Livro, 1989.

Sugestões de Filmes

publicado em 14 de janeiro de 2009 às 21:05

Alguns Filmes sobre Cooperação, Liderança Com-partilhada, Com-Vivência e Comum-Unidade…. para assistir, de preferência, COM alguém:

Duelo de Titãs (Denzel Washington). sinopse

Poder além da vida (Peacefull Warrior – Nick Nolte). sinopse

Somos Todos Um (Deepak Chopra, Thich Nhat Hahn, Riane Eisler, Ram Dass…). sinopse

Somos Marshall (We are Marshall – Matthew McConaughey). sinopse

Coach Carter (Samuel L Jackson). sinopse

A  Corrente do Bem (Kevin Spacey). sinopse

A Fuga das Galinhas. sinopse

Sempre amigos (Peter Chelson). sinopse

Chocolate (Lasse Halestrom). sinopse

O oitavo dia (Philipi Gordeou). sinopse

Nenhum a menos (Zhsng Yimou). sinopse

Rain Man (Barry Levinson). sinopse

A excêntrica família de Antônia (Marleen Gorris). sinopse

O Manifesto da Cooperação

publicado em 14 de janeiro de 2009 às 20:38

Fonte: Participantes do 2o. Festival de Jogos Cooperativos Taubaté/2001.

Somos um grupo que acredita na essência humana. Deixamos, pois, aqui nosso manifesto para aqueles que não tiveram a oportunidade de participar do 2o Festival de Jogos Cooperativos. Nós, que confiamos num mundo melhor, onde todos podem Ven-Ser, onde a justiça, a solidariedade, o amor, a liberdade e o respeito são possíveis, sentimos e divulgamos que esta já é uma realidade entre nós.

Optamos pela cooperação por ser um caminho pleno de possibilidades: união de consciências, cuidado com o outro, cidadania responsável. Da união da visão destas possibilidades com a ação, surge a transformação e, como um processo dialético, novas visões vão transcendendo essa transformação.

A semente já foi plantada e reafirmamos aqui o nosso compromisso de cuidá-la, buscando praticar valores como a união, respeito à ecologia interna e externa, desenvolver a intuição e a flexibilidade. Cabe a nós regar a semente para que o futuro floresça harmonioso e equilibrado.

Sabemos que este é um caminho com muitos desafios e riscos, que necessitará coragem e desprendimento, mas somos guiados pelo sonho e pela esperança. Almas são como velas, se a(s)cendem umas nas outras. Por isso confiamos que esta luz irá se propagar pelo mundo.

Através da inclusão celebramos a diversidade como um mosaico da raça humana. Queremos dizer a todos que em nossos corações habita a possibilidade de transformação e que, cada um, comprometido com essa as-ins-trans-piração, fará a diferença e transformará a humanidade em um lugar mais digno de se viver.

Porque tudo é uma questão de colocação da vírgula:

“Eu, não nós.

Eu não, nós.

Porque nós é feito D’eus”.[1]

Com esse espírito de cooperação, assinamos esse manifesto.


[1] Geraldo Eustáquio, poeta mineiro.

Isso de Ganhar

publicado em 14 de janeiro de 2009 às 20:36

Artur da Távola [1]

Será mesmo necessário ganhar? De onde vem a necessidade do ser humano de ganhar ? O futebol do futuro vai ser sem o gol como única aferição da vitória e sem juiz. O momento do gol será festejado pelos dois times e cumprimentados os autores. Nem será necessária a bola transpor a linha. Uma bela jogada de conclusão infeliz será considerada meio gol pelo time adversário que aceitará a qualidade de sua urdidura e mandará anotar o meio ponto. Haverá uma qualificação para a beleza das jogadas a valer pontos e dela participarão os dois times, mais empenhados em descobrir a beleza do que em evitá-la. O resultado final será a mescla do número de gols, como o de escanteios, o de jogadas consideradas belas e atitudes dignas de registro. Os dois times se reunirão para o proclamar e ambos comemorarão o fato de terem feito o espetáculo, aproveitando para verificar em que pontos melhoraram.

No futebol do futuro o adversário não servirá para ser superado ou superar, e, sim, para ajudar a conferir em que aspectos cada time superou-se (a si próprio e não ao adversário). O adversário nem assim se chamará. Será “o solidário”. As notícias dirão:

“A seleção brasileira solidarizou-se ontem com a da Alemanha na verificação dos pontos em que ambas progrediram. A do Brasil venceu a si mesma por três pontos e a da Alemanha empatou com o desempenho anterior. Ao final todos juntos comemorarão a alegria de compartir o esporte e de ajudar um ao outro na tarefa de auto-superação”.

Será o texto acima o de uma utopia ou o homem do futuro, liberto do mito do herói e da necessidade de poder o engendrará?

No dia em que o homem se tornar inteligente, e efetivamente livre, o esporte vai ser uma aferição exclusiva da auto-superação com a ajuda do outro, na condição de solidário e não de adversário. Deverá empenhar-se o máximo e o melhor que saiba. Como solidário e não como adversário, os desempenhos desportivos melhorarão enormemente. “O que faz a mão tremer na hora de retesar o arco é a obrigação de acertar”, já o diz, há milênios, a sabedoria do Taoísmo chinês.

Existe, mesmo, a necessidade de ganhar? Ou é dessas atitudes diante das quais só nos resta dizer: “O homem gosta de ganhar, precisa ganhar”.

Não analisar esse mecanismo compulsório é aceitá-lo e construir uma ordem social, econômica e política baseada na vontade secreta de vitória que anima o ser humano. Supondo-se ganhador o homem se sentirá seguro e deferirá ao sistema no qual viva os méritos de o haver conduzido à vitória.

Ganhar dos demais é eco do tempo em que, para sobreviver, o animal tinha que disputar a comida com os da própria tribo. A humanidade levou milênios nessa atitude. A disputa entre os sistemas políticos, entre os homens nas rinhas e entre os desportistas, é uma rememoração inconsciente da longa etapa (milênios), na qual o preço da própria vida era a capacidade de disputar a presa com o semelhante. O sentido de disputa como essencial à manutenção da vida permaneceu no inconsciente humano até hoje. A cada vitória o homem tem a sensação de preservação da própria vida bem como a cada derrota infiltrar-se – sorrateira – a idéia da morte disfarçada pelos signos da depressão, tristeza e falta de ânimo. Os fracos devem morrer, reza a lei da natureza bruta, que o homem supõe ter superado, sem, efetivamente, o ter logrado. Animo é (etimologicamente) alma e, sem ela, a vida é morte.Ganhar o que, de quem e para quê? Qual o sentido de ganhar? O que se ganha, ganhando? Uma alegria superpassageira e fugaz, algo culpada até, porque há sempre alguma crueldade embrulhada na mais legítima vitória.

Vencer, ganhar, levar a melhor é parte importante do universo infantil, povoado de fantasias onipotentes. Na fantasia onipotente a criança se defende das limitações de tamanho, idade e força, fabulando situações nas quais é superpoderosa, vencedora. Por isso se identifica tão fortemente com os mitos representativos da força máxima, absoluta, onipotente. São um mecanismo simbólico pelo qual a fantasia se manifesta.

Depois de crescidas, mudam as formas e a maneira de as conceber ou encarar, mas qualquer adulto fixado nos mitos infantis ou incapaz de os perceber lavrando interiormente, transforma a própria vida numa ânsia doida de vitória, êxito, ou se não, pelo menos de derrota, queda ou destruição dos que lhe são contrários, inimigos, diferentes, antipáticos ou adversos.

Pessoas e países. Estes, aprisionados dentro do mito do herói (e não são poucos) entram na mesma paranóia e se transformam em enormes máquinas de capital e de estado destinadas a manter o poder, a força e a hegemonia de qualquer grupo, classe, burocracia ou casta dominante.

Crianças, adultos que vivem em disputa e necessitados de só vencer (em vez de “venSer”) e países cuja meta não é o progresso do homem mas a riqueza para o poder. Crianças, adultos e países aí estão a nos mostrar como é poderosa no bicho homem a necessidade de ganhar, viver em disputa e levar a melhor.

Sem saber que a necessidade de vencer é a talvez principal fonte de sofrimentos do ser humano e das sociedades, o homem permanece aprisionado ao mito do herói, incapaz de aproveitar a energia despendida nessa luta estúpida, para outros tipos de vitória, as que não têm por meta a destruição de outras partes, e, sim, evoluir através da construção do mundo, da criatividade, da organização de sociedades justas, igualitárias e fraternas que não necessitem do impulso da competição para obterem a força de trabalho e a disposição necessária ao avanço e à evolução.

Vencer é importante e significativo de aspectos positivos e ativos do homem. Mas vitória só existe onde aparece a criação com a conquista de novos passos e não onde jazem cadáveres dos antagonistas ou a cisão de partes do real, representada pela posição dos discordantes.

Vencer é importante quando se luta por uma ordem positiva e não quando se luta contra o que nos parece negativo. Vencer é uma atitude positiva diante da vida e não a derrota do positivo que havia nos antagonistas.

Mas se o homem precisa ganhar, aprecia ganhar, não vive sem ganhar, poderíamos, então, trocar o adversário. Não se trata de ganhar do outro. Mas de ganhar de si mesmo através do outro. Os competidores, juntos, debruçar-se-iam sobre as virtudes próprias e adversárias (solidárias) na busca dos pontos nos quais houvesse superação de desempenhos anteriores.

Vivemos, porém, numa realidade que assim não dispõe. As pessoas se comportam em função de ditames impostos pelas ideologias e os nomeiam de “realismo”. A nuvem pragmática que invadiu a humanidade no século XX determinada pela utopia do progresso material, científico e tecnológico levou os processos educativos (os escolares e os dos costumes) a colocar na eficácia, no resultado e na forma, toda a finalidade dos atos humanos.

Tal determinação da utopia materializante das ideologias da sociedade industrial (capitalismo e comunismo) gerou regras, leis não escritas e comportamentos, identificando o realismo não como uma visão ampla do real, mas apenas com as atitudes necessárias ao seu lado “eficaz”, “útil”, “funcional”. A hipertrofia do funcional determinou o recuo outros conteúdos do real, como o “moral”, o “poético”, o de “justiça”, “virtude”, “beleza”, “igualdade”, “sensibilidade” etc. que passaram a ser conotados como “fora da realidade” quando eram e são partes integrantes dela. Daí a grave crise civilizatória em que estamos, intoxicados de “vitorismo” e de uma ética inventada para glorificar vitórias a qualquer preço, esquecendo que perder também faz parte da vida. E, muitas vezes, o que parecer ser perder pode ser “perdar”.


[1] Comunicação é Mito: televisão em leitura crítica, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985, p. 275-279

Tênis e Frescobol

publicado em 14 de janeiro de 2009 às 20:36

Rubem Alves

Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos [relacionamentos] são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal.

Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa. Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele:

"Ao pensar sobre a possibilidade do casamento, cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até sua velhice?”

Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar."

Scheherazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manha, e terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme “O Império dos Sentidos”. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fosse música.

A música dos sons ou da palavra – é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer.

Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: "Eu te amo…". Barthes advertia: "Passada a primeira confissão, ‘eu te amo’ não quer dizer mais nada."

É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: "Erótica é a alma".

O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir sua cortada palavra muito sugestiva – que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.

O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolve-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra –
pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir… E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos…

A bola: são nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho prá lá, sonho prá cá…

Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebenta-lo, como bolha de sabão…

O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.

Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração.

O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres.

Bola vai, bola vem – cresce o amor… Ninguém ganha, para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim…

InterSer

publicado em 14 de janeiro de 2009 às 20:34

Thich Nhat Hanh[1]

“Se você for poeta ou poetisa, você verá claramente que existe uma nuvem flutuando nesta folha de papel. Sem a nuvem, não haveria chuva; sem a chuva, as árvores não poderiam crescer; e sem as árvores nós não poderíamos fazer papel. A nuvem é essencial para o papel existir.

Se a nuvem não estivesse aqui, a folha de papel também não poderia estar. Assim, nós podemos dizer que a nuvem e o papel Inter-São.

InterSer é uma palavra que ainda não está no dicionário mas quando nós combinamos o prefixo “Inter” com o verbo “Ser”, nós temos um novo verbo, InterSer.

Se olharmos mais profundamente para esta folha de papel, nós poderemos ver a luz do sol nela. Se o sol não estivesse presente, a floresta não poderia crescer. Na realidade nada poderia crescer. Mesmo nós não poderíamos crescer sem a luz do sol. E assim, nós sabemos que a luz do sol também está presente nesta folha de papel. O papel e a luz do sol InterSão. E se continuamos a olhar, nós poderemos ver o lenhador que cortou a árvore e a trouxe à fábrica para ser transformada em papel. E nós poderemos ver o trigo. Nós sabemos que o lenhador não poderia existir sem o pão diário, e assim o trigo que se transformou em seu pão diário também está nesta folha de papel. E o pai e a mãe do lenhador também estão aqui. Quando nós olhamos desta forma, nós podemos ver que sem todas estas coisas, esta folha de papel não poderia existir.

Olhando ainda mais profundamente, poderemos ver que nós estamos nela também. Isto não é difícil de se perceber, porque quando nós olhamos para uma folha de papel, a folha de papel é parte de nossa percepção. Sua mente está presente nela e a minha também. Assim nós podemos dizer que tudo está aqui nesta folha de papel. Nós não podemos apontar uma única coisa que não esteja aqui – tempo, espaço, a terra, a chuva, os minerais do solo, a luz do sol, a nuvem, o rio e o calor; Tudo co-existe com esta folha de papel. É por isto que eu penso que a palavra InterSer deveria estar no dicionário.

Ser é InterSer.

Você não pode estar sozinho. Você tem de InterSer com absolutamente cada coisa. Esta folha de papel existe porque tudo o mais existe.

Suponha que nós tentássemos devolver um dos elementos para sua fonte. Suponha que nós retornássemos a luz do sol para o sol. Você acha que esta folha de papel seria possível?

Não, sem a luz do sol nada poderia existir. E se nós retornássemos o lenhador para sua mãe, nós não veríamos o papel da mesma forma. O fato é que esta folha de papel é feita somente de “elementos não-papel”. E se nós retornássemos esses elementos não-papel para suas fontes, não seria possível papel algum. Sem elementos não-papel, como mente, lenhador, luz do sol e tudo mais, não haveria papel. Tão fina como esta folha de papel possa ser, ela contém todo o Universo nela”.


[1] Paz a cada passo. Ed. Rocco, 1993.

Quer saber como começar a cooperar?

publicado em 14 de janeiro de 2009 às 20:29

Fonte: TOI Lead India

Trabalho Colaborativo

publicado em 14 de janeiro de 2009 às 20:24

Fredric M. Litto

Fonte: Aprendiz do Futuro (site)

Duas ou três vezes por semana, tento achar tempo para andar durante uma hora, preferencialmente bem cedo na parte da manhã, no lindo Parque Ibirapuera, na zona sul de São Paulo. É sempre uma oportunidade para fazer o óbvio benéfico exercício físico, e também para recarregar minhas "pilhas" emocionais e espirituais, vendo as bonitas árvores e arbustos, os cisnes e gansos perto do lago, e pondo a minha imaginação para trabalhar.

Para ajudar o exercício da imaginação, e para manter um passo firme e regular, levo um walkman com fitas ou CDs de marchas militares tocadas por bandas de gaitas escocesas. Agora, é perfeitamente legítimo perguntar por que um "bom menino judeu de Nova Iorque" encontra alimentação emocional e espiritual nesse tipo de música e o significado disso para outras pessoas.

Acho essas músicas muito inspiradoras e quando as escuto, entro num mundo de fantasia que me eleva ao nível da mais agradável sensação possível, esquecendo as coisas mundanas do dia-a-dia, tirando-me do meu isolamento como um indivíduo e colocando-me dentro de um grupo maior, feito de indivíduos como eu, mas que está agindo como um "corpo" único.

Na minha fantasia, vejo-me como um soldado escocês, marchando com os meus conterrâneos, acompanhado daquela música tão inspiradora, para defender o nosso país, nosso povo, contra um agressor externo. É uma fantasia meio complicada para mim, porque fundamentalmente sou um pacifista, e não tolero a idéia de matar outros seres humanos, a não ser em absoluta auto-defesa. Mas o prazer que vem de me juntar virtualmente a um grupo com o qual compartilho valores e metas, submeter minha individualidade, minhas idiossincrasias e desejos à execução de uma ação feita em conjunto, é indescritível. A adrenalina corre solta e eu não sinto cansaço.

Para marchar acompanhando outros, é necessário não apenas manter o passo correto (em relação à música), mas manter a distância precisa do sujeito que está na frente, e dos sujeitos que estão nos dois lados, isto feito sem virar a cabeça, que tem que ficar quase imóvel, embora o resto do corpo esteja em pleno movimento. É necessário puxar a barriga para dentro, manter os ombros para baixo e para trás, balançar os braços nem mais e nem menos do que ficou estabelecido no treinamento, e manter sempre o alinhamento da fila e da coluna a que se pertence (tudo isso sem virar a cabeça). A perfeita execução de um grupo de homens ou mulheres marchando em conjunto é uma coisa linda de se ver. Sugere para o espectador que esse grupo de seres humanos individuais sabe agir de forma coordenada, harmoniosa, eficiente… como um relógio, com todas as suas peças contribuindo para o sucesso da função do relógio: marcar o tempo. Ou como os instrumentistas de uma orquestra sinfônica: se cada um entra com o seu som quando bem quiser, é um caos total. É fácil saber, ao ouvir o rádio, se a orquestra que está tocando é de segunda categoria ou é um dos celebrados conjuntos musicais de reputação internacional: as entradas de som de uma dezena de instrumentos de corda ou de madeira são como um só instrumento. Como é que conseguem essa perfeição quando há tantas possibilidades, devido às variáveis implícitas na situação, de caos puro?

Idêntica é a situação dos remadores num esportivo barco a remo com oito indivíduos: se todos os remos não entrarem na água e saírem dela exatamente ao mesmo tempo, o barco começará a mudar de rumo e a perder sua velocidade máxima. O remador, além de fazer o pesado remo entrar e sair precisamente em conjunção com os seus colegas, tem que coordenar os rápidos movimentos para frente e para trás do carrinho no qual está sentado (com os pés amarrados e fixos no chão) de forma a não bater nas costas do remador a sua frente; os corpos dos dois ocupam o mesmo espaço físico em momentos alternados por uma fração de segundo. Oh! E tem também que seguir as instruções gritadas do timoneiro, exatamente como o instrumentista de orquestra tem que tirar os olhos de partitura para seguir as instruções visuais do regente, dadas através de sua batuta e das emoções que expressa no rosto.

Não resta dúvida de que são o talento natural e as horas intermináveis de prática que fazem a diferença entre remadores e instrumentistas excelentes e os amadores, mas tem um outro componente também: a aceitação do "jogo" do trabalho colaborativo, isto é, da submissão da identidade individual em favor daquela de um grupo. Examinando minha própria vida, vejo que sempre procurei atividades em que era possível fazer parte de um grupo, em que grande parte da gratificação de participação vinha do prazer de ser integrante de algo envolvendo várias pessoas, cada uma contribuindo, a seu modo, para atingir uma meta difícil, de valor intrínseco e do grupo. Quando adolescente fiz parte do corpo de balé do Museu de Brooklyn, em Nova Iorque; na escola secundária, toquei violoncelo na orquestra, e quando aluno na Universidade da Califórnia, Los Angeles, tocava instrumentos de percussão na orquestra e remava na equipe de remo da instituição; no Brasil, tive a honra e o prazer de fazer parte da bateria da escola de samba Camisa Verde e Branco durante sete carnavais, tocando o meu chocalho-de-três-andares no meio dos outros instrumentistas que não queriam saber de onde eu vinha, qual o meu Q.I. (nos dois sentidos!) ou minha profissão, e me aceitaram como apenas mais um que queria colaborar no ato prazeroso de fazer música em conjunto e talvez trazer honraria à nossa escola.

É uma pena não poder dizer que no meu trabalho profissional no Brasil encontrei condições de me integrar a um grupo onde tive o prazer de trabalhar colaborativamente. Em 28 anos como professor titular (isto é, com direito de participar de muitos colegiados onde decisões significativas são tomadas) da maior universidade brasileira, ainda não encontrei um ambiente propício para o trabalho harmonioso e gratificante que sempre resulta quando uma equipe bem articulada funciona, seguindo princípios de respeito mútuo e de colaboração profissional. Em doze anos como consultor do CNPq, CAPES e MEC tive a oportunidade de verificar que este fenômeno de não-colaboração é endêmico no país, em todos os setores acadêmicos, e quando, por acidente, ocorre o contrário, é por pouco tempo, de tão instável que é o espírito colaborativo entre nós.

Esse fenômeno faz parte das profundas raízes culturais brasileiras, não tenho dúvida; é só observar que apenas as camadas menos favorecidas economicamente mantêm a prática de mutirões (para a construção de suas residências e a limpeza de suas ruas, feitas por absoluta necessidade de sobrevivência), a soberba organização das grandes escolas de samba, e a bela integração dos times de futebol. Já as camadas superiores demonstram (propositalmente? Cf. Thorsten Veblen, Teoria das Classes de Laser) ignorância sobre a sensatez do trabalho cooperativo, preferindo seguir a "Lei do Gerson" e o seu conceito de oportunismo.

Por que o trabalho em colaboração é tão importante hoje e no futuro? Por causa do aumento da complexidade em todos os assuntos humanos. Nunca houve tantas: pessoas na face da terra, opções onde morar, indivíduos com quem casar, carreiras à seguir, lugares para estudar, religiões a praticar e comidas diferentes a comprar e comer. Até para passar duas horas de divertimento temos que escolher entre uma dezena de formatos diferentes, para falar apenas daqueles que dependem de tecnologia. Os melhores exemplos da relação entre complexidade e necessidade de colaboração são os fatos de que desde meados do século XX, as guerras são vencidas não por um general ou comandante, mas por uma equipe de generais, e os ganhadores do Prêmio Nobel não são mais cientistas individuais trabalhando em condições de isolamento e penúria, mas sim equipes de pesquisa, bem equipadas, às vezes espalhadas em vários continentes, e sempre somando esforços diferenciados para alcançar com êxito o alvo de sua investigação.

A complexidade no mundo só tende a aumentar; não diminuirá de forma alguma. E as culturas que na sua educação básica, formal e informal, não inculcarem bons hábitos de trabalho colaborativo nos seus jovens, certamente sofrerão as conseqüências terríveis de não-compatibilidade com aquelas culturas na qual a colaboração permita maior competitividade e o orgulho de fazer parte de um time que está ganhando exatamente porque funciona como time. Duvido que seja possível para uma cultura ter êxito quando muitos dos seus membros aprendem e acreditam em conceitos como "Nunca ensinar o último pulo do gato", "Vamos esconder o leite", ou "O ótimo é inimigo do bom".

Está claro para todos que se preocupam com o futuro que uma boa parte da força de trabalho, daqui em diante, será organizada por grupos ad hoc de especialistas em assuntos ou campos de conhecimento diferentes, convocados por períodos longos ou curtos para solucionar determinados problemas. Dificilmente esses grupos serão sempre compostos pelas mesmas pessoas, havendo um fluxo grande e constante de pessoas entrando e saindo de grupos, provocando a formação de grupos novos e a extinção de outros. Quem não tiver um comportamento profissional apropriado simplesmente acabará sendo excluído dos grupos de maior reputação, independentemente da sua competência técnica pessoal.

Em que consiste a preparação adequada para participar com êxito de um time que está fazendo um trabalho de natureza colaborativa? Em primeiro lugar, uma sincera e madura capacidade de aceitar crítica sobre a contribuição feita.

Na cultura brasileira, essa capacidade é dificilmente encontrada na população em geral, provavelmente por interferir com a exigência de cordialidade que faz parte importante do tecido dessa cultura. Quem critica o trabalho de outro não está sendo cordial com ele ou ela. Mesmo quando a crítica é feita de forma construtiva, não é bem recebida e normalmente provoca desentendimentos pessoais. Para poder colaborar verdadeiramente, é necessário ter um bom senso de auto-crítica e de honestidade, admitindo os erros cometidos, aceitando sem rancor a demonstração cabal de que o trabalho revela viés, ou uma enunciação estúpida, ou a apresentação insuficiente de evidência para as conclusões. Humildade, transparência, autenticidade e honestidade total são os componentes comportamentais individuais fundamentais para gerar a confiança necessária para um trabalho de grupo bem sucedido. Quem não compartilha a informação, quem não é cândido, quem não cumpre promessas feitas (entregar um trabalho em data combinada, realizar um trabalho ou levantamento realmente exaustivo), perde a confiança do grupo, e merece ser excluído dele.
Em segundo lugar, a liderança de qualquer grupo que quer ter êxito na sua missão exige que qualquer tipo de intimidação ou coersão seja eliminada dos procedimentos. Um verdadeiro líder não precisa impor suas idéias ao grupo. Ele está lá para coordenar as idéias criativas dos outros, apenas de vez em quando lançando mão de uma contribuição sua. Em terceiro lugar, a busca permanente pela excelência no trabalho do grupo é essencial–apenas isso garante a renovação e atualização constante do grupo.

Acredito ser possível agora enumerar as atitudes e comportamentos negativos e positivos que têm um efeito direto no trabalho hoje:

Atitudes negativas:

· Ter uma "agenda oculta" pessoal.

· Ser ambicioso pessoalmente.

· Ter falta de confiança no grupo ou em certos membros do grupo e Silenciar sobre isso.

· Ser motivado apenas pela remuneração que resultará do trabalho, e não pelo prazer e orgulho que vem da realização de um trabalho bem feito e que tem valor intrínseco além do pecuniário.

· Ser contra a adoção de critérios, modelos ou sistemas provindos de outras regiões ou países simplesmente por considerações nacionalistas.

· Não querer passar para os colegas do grupo os seus conhecimentos sobre qualquer fenômeno, seus pontos fortes e fracos.

· Não aceitar críticas construtivas ao seu trabalho.

Atitudes positivas:

· Ter uma forte capacidade associativa.

· Estar disposto a aprender coisas novas e ter experiências novas.

· Apreciar a heterogeneidade do grupo e respeitar a diversidade.

· Estar aberto à divergência; respeitar honestamente a opinião e a experiência dos outros.

· Comprometer-se sinceramente e totalmente com os objetivos e metas do grupo.

· Aceitar participar do planejamento de algo em curtíssimo prazo.

· Dar ao grupo o máximo da sua capacidade criativa e crítica.

Comportamentos negativos:

· Realizar uma luta de poder dentro do grupo.

· Exibir comportamento anti-social, como paternalismo, arrogância, autoritarismo, megalomania, ganância, decepção e narcisismo (incapacidade de ter empatia com alguém além de si mesmo)
deixar atritos e fricções levarem a confrontações e tensão.

· Ter medo de pedir ajuda ou de dá-la; ou ter timidez ao propor uma nova idéia; ter medo de correr riscos, de inovar.

· Ser preguiçoso, sem iniciativa, fazer apenas aquilo que lhe é solicitado formalmente.

· Ter um comissionamento individual exclusivo, remunerado ou não, com empresa ou entidade, sem o conhecimento do grupo.

· Ser pirata das idéias, planos e problemas do grupo, passando-os para terceiros.

· Ser anti-ético, como cobrar de alguém algo que não foi combinado, ou que foi explicitamente descartado, ou elogiar falsamente ou de forma insincera, ou procurar achar um "bode expiatório".

Comportamentos positivos:

· Manter uma idéia clara da missão e das tarefas do grupo,
escutar os outros (prestar atenção, não interromper)
exibir humildade, generosidade e honestidade.

· Faltar a reuniões do grupo, ou atrasar, apenas em circunstâncias excepcionais

· Ser afirmativo, isto é, de não ficar "em cima do muro", mas sempre tomar uma posição; ser cândido; ser agressivo não como indivíduo mas como alguém promovendo o sucesso do grupo ["Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes…." (Fernando Pessoa,1933)].

· Saber o que está sendo realizado por todos os membros do grupo.

· Saber gerenciar, sem lamúrias, contingências inesperadas, recursos escassos.

Os grupos que não conseguem eliminar as atitudes e comportamentos negativos, enfatizando os positivos, certamente serão "intoxicados", disfuncionais, desperdiçando seus recursos e gastando suas energias em tudo menos a sua missão.

Tanto é importante a questão da colaboração hoje que um novo termo está surgindo: co-opetição, para descrever a situação quando duas empresas normalmente concorrentes na mesma praça ou mercado resolvem colaborar entre si, ou para reduzir custos ou para compartilhar conhecimentos tecnológicos ou mercadológicos, de forma que ambas se beneficiem.

Co-opetição será uma alternativa de trabalho tanto para entidades quanto para indivíduos trabalhando como "free-lancers". Está na hora de preparar a próxima geração de brasileiros para o trabalho colaborativo.

Fontes para a Cooperação

publicado em 14 de janeiro de 2009 às 19:48

Para quem quer ir na Fonte e deseja mergulhar um pouquinho mais no universo da Cooperação, compartilhamos algumas de nossas leituras prediletas. Bom proveito!!!

 

VISÃO HOLÍSTICA e TRANSDISCIPLINARIDADE

BRAHMA KUMARIS WORLD SPIRITUAL UNIVERSITY. – Visions of a better world. London : United Nations Peace Messenger, 1993.

CAPRA, Fritjof. – A teia da vida. São Paulo: Cultrix, 1998.

CARVALHO, Edgard de A. et al. – Ética, solidariedade e complexidade. São Paulo: Palas Athena, 1998.

CREMA, Roberto. – Introdução a visão holística. São Paulo: Summus, 1992.

D’AMBRRÓSIO, Ubiratan. – Transdiciplinaridade. São Paulo: Palas Athena, 1998.

FERGUSON, Marylin. – A conspiração aquariana. Rio de Janeiro: Record, 1980.

GYATSO, TENZIN. – O XIV DALAI LAMA. Comunidade Global e responsabilidade universal. São Paulo: Chico Jr & Associados, 1992.

NICOLESCU, Basareb. – Que Universidade para o amanhã?:evolução transdisciplinar da Universidade. In: Congresso Internacional de Locarno.

Locarno, 1997. Documento síntese … Suiça: CIRET: UNESCO, 1997.

PESSOA, Fernando. – Ficções do Interlúdio/1: poemas completos de Alberto Caiero. 6. ed. Rio de Janeiro : Nova Fronteira, 1980.

TOBEN, B., WOLF, F. A. – Espaço-tempo e além: rumo a uma explicação do inexplicável. São Paulo : Cultrix, 1995.

WEIL, Pierre. – A neurose do paraíso perdido. São Paulo: Espaço e Tempo: Cepa, 1987.

 

 

CONSCIÊNCIA DA COOPERAÇÃO

CARSE, James P. Jogos Finito e Infinitos: a vida como jogo e possibilidades. Rio de Janeiro : Nova Era, 2003.

COMBS, Alan (Ed.). – Cooperation: beyond the age of Competition. Philadelphia : Gordon and Breach Science, 1992. (The World futures general evolution studies; v.4).

FROMM, Erich. – Anatomia da destrutividade humana. Rio de Janeiro: Zahar, 1973.

HENDERSON, Hazel. – Construindo um mundo onde todos ganhem: a vida depois da guerra da economia global. São Paulo: Cultrix, 1996.

JOHNSON, David W., JOHNSON, Roger T. – Cooperation and competition: theory and research. 2nd ed. Edina: Interaction Book Company, 1989.

KOHN, Alfie. – No contest: the case against competition. New York: Houghton Mifflin, 1986.

KOHN, Alfie. – The brighter side of human nature: altruism and empathy in everyday life. USA : Basic Books, 1990.

KOHN, Alfie. – Punidos pelas Recompensas. Atlas, 1998.

MARIOTTI, Humberto – As paixões do Ego: complexidade, política e solidariedade. São Paulo: Palas Athena, 2000.

MATURANA, Humberto R. e VERDEN-ZÖLLER, Gerda - Amar e brincar: fundamentos esquecidos do humano. São Paulo : Palas Athena, 2004.

MEAD, Margaret. – Cooperation and competition among primitive people. Boston : Beacon, 1961.

NALEBUFF, B. J., BRANDERBURGER A . M. – Co-Opetição: 1. um conceito revolucionário que combina competição com cooperação. 2. A estratégia da teoria do jogo que está mudando o jogo dos negócios. Rio de Janeiro: Rocco, 1996.

PROJETO COOPERAÇÃO – Circulando Cooperação: Exercitando a Paz-Ciência da Cooperação. Santos : Projeto Cooperação, 2003.

RIDLEY , Matt – As origens da Virtude: um estudo biológico da solidariedade. Record, 2000.

RODRIGUES, Aroldo. Psicologia social. Petrópolis: Vozes,1972.

SARAYDARIAN, Torkon. A psicologia da cooperação e consciência grupal. São Paulo: Aquariana, 1990.

WINSTON, Robert – Instinto Humano: como nossos impulsos primitivos moldaram o que somos hoje. São Paulo : Globo, 2006.

 

 

PEDAGOGIA DA COOPERAÇÃO

BOLEN, Jean Shinoda. – O Milionésimo Círculo: como transformar a nós mesmas e ao mundo. Um guia para Círculos de Mulheres. São Paulo: Taygeta / Triom, 2003.

DREW, Naomi. - A paz também se aprende. São Paulo: Gaia, p1991.

HESSELBEIN, Frances … et al. – A comunidade do futuro: idéias para uma nova comunidade. São Paulo : Futura, 1998

KAGAN, Spencer. – Cooperative learning. San Juan Capistrano: Kagan Cooperative Learning, 1994.

MATURANA, Humberto R. ; NISIS, Sima – Transformación en la convivência. Santiago: Dolmen, 1999.

SENGE, Peter M. – A quinta disciplina: arte, teoria e prática da organização de aprendizagem. São Paulo : Best Seller, 1994.

STRAUS, David – Criando colaboração produtiva: 5 formas de obter colaboração das equipes e aumentar resultados. Rio de Janeiro : Campus, 2003.

UNIVERSIDADE ESPIRITUAL MUNDIAL BRAHMA KUMARIS – Cooperação na sala de aula: um pacote para professores. edição piloto. São Paulo: Brahma Kumaris, [1990].

VILA, Magda; FALCÃO, Paula. – Focalização de Jogos em T&D. São Paulo: Qualitymark, 2002.

WHEATLEY, Margarett J. – Liderança para tempos de incerteza: a descoberta de um novo caminho. São Paulo : Cultrix, 2006.

 

 

JOGOS COOPERATIVOS

BROTTO, Fábio Otuzi. – Jogos cooperativos: se o importante é competir, o fundamental é cooperar. São Paulo: Cepeusp, 1995/Santos: Projeto Cooperação, 1997.

BROTTO, Fábio Otuzi. – Jogos Cooperativos: O Jogo e o Esporte como um Exercício de Convivência. Santos : Projeto Cooperação, 2001.

BROTTO, Fábio Otuzi (org.) – Jogos Cooperativos nas Organizações. São Paulo: SESC e Projeto Cooperação, 2001.

BROWN, Guillermo. - Jogos cooperativos: teoria e prática. São Leopoldo: Sinodal, 1994.

DEACOVE, Jim. – Manual de Jogos Cooperativos. Santos: Projeto Cooperação, 2002.

LEDER, Drew. – Games for the Soul: 40 playful ways to find fun and fulfillment in a stressful world. New York: Hyperion, 1998.

LEFEVRE, Dale N. – New games for the whole family. New York: Perigee Books, 1988.

OMEÑACA, Raul; PUYELO, Ernesto; RUIZ, Jesús Vicente. – Explorar, Jugar, Cooperar: bases teóricas y unidades didácticas para la educación física escolar abordadas dede las actividades, juegos y métodos de cooperación. Barcelona: Editorial Paidotribo, 2001.

ORLICK, Terry. – The cooperative sports & games book: challenge without competition. New York: Pantheon Books, 1978.

ORLICK, Terry. – The second cooperative sports and games book: over two hundred brand-new noncompetitive games for kids and adults both. New York : Pantheon Books, 1982.

ORLICK, Terry. – Vencendo a competição. São Paulo: Círculo do Livro, 1989.

PLATTS, David E. – Autodescoberta divertida: uma abordagem da Fundação Findhorn para desenvolver a confiança nos grupos. São Paulo: Triom, 1997.

PRATHER, H. – A book of games: a course in spiritual play. New York: Doubleday, 1981.

SOBEL, Jeffrey. – Everybody Wins: Non-competitive games for young children. New York : Walker Publishing Company, Inc., 1983.

SOLER, Reinaldo – Jogos Cooperativos. Rio de Janeiro : Sprint, 2002.

VELÁZQUEZ, Carlos – Educação para a Paz: Desenvolvendo valores na escola através da Educação Física para a Paz e dos Jogos Cooperativos. Santos : Projeto Cooperação, 2004.

VILA, Magda; Santander Marli. – Jogos Cooperativos no processo de aprendizagem acelerada. São Paulo : Qualitymark, 2003.

WALKER, Zlmarian J. – Educando para a paz. Brasília : Escola das Nações, [1987].

WEINSTEIN, M., GOODMAN, J. B. Playfair, everybody’s guide to noncompetitive play. 10th ed. San Luis Obispo: Impact, 1993.

 

 

DANÇAS CIRCULARES

BARTON, Anna. Espírito da Dança. Vol. I. São Paulo: Triom, 1995.

BARTON, Anna. Espírito da Dança. Vol. II. São Paulo: Triom, 1995.

BARTON, Anna. Danças Circulares – Dançando o Caminho Sagrado. São Paulo, Ed. Triom.

RAMOS, Renata Carvalho Lima (Org.). Danças Circulares Sagradas: Uma proposta de educação e cura. São Paulo: Triom, 1998.

MEDEIROS, Marta Regina. A Cooperação e as Danças Folclóricas Brasileiras. Monografia. São Paulo: SENAC, 2000.

WOSIEN, Bernard. DANÇA – Um caminho para a totalidade. São Paulo, Ed. Triom, 2000

 

 

SITES

www.triom.com.br – Triom – Centro de Estudos (Danças Circulares).

www.cooperando.com.br – Cooperando – Instituto para a Cooperação.

www.jogoscooperativos.com.br – Revista de Jogos Cooperativos.

In-Quieta-Ações

publicado em 14 de janeiro de 2009 às 19:43

Fonte: Fábio Otuzi Brotto – Projeto Cooperação

Objetivo Comum:

Descobrir quais as perguntas, dúvidas, problemas, questões essenciais de um grupo/pessoa, sobre um determinado tema. Estas perguntas servirão como “norte” para o trabalho do facilitador e do grupo.

Participação:

Todos.

Espaço:

Espaços compatíveis com o número de participantes

Material:

· Papel A4;

· Canetas esferográficas;

· Cartolinas ou folhas de Flip Chart;

· Pincéis atômicos de cores diversas;

· Aparelho de som;

Desenvolvimento:

· Inicia-se o jogo distribuindo uma folha de papel A4 e uma caneta para cada participante;

· Em seguida, pede-se para que cada participante produza em sua própria folha 03 perguntas pessoais sobre um determinado tema. Este tema varia de acordo com o objetivo a ser desenvolvido facilitador e pelo grupo durante o trabalho. Exemplos de tema: “Desenvolvimento deste grupo”, “Cooperação no dia-a-dia”, “O que ainda não sabemos e gostaríamos de saber”. Importante: o participante não coloca o seu nome na folha.

· Produzidas as perguntas, pede-se para que todos coloquem suas folhas em algum local (no centro de um círculo ou sobre uma mesa, por exemplo) com as perguntas viradas para baixo, deixando a parte em branco para cima.

· A partir daí, o facilitador deve dividir, aleatoriamente, os participantes em 04 grupos. Para isso, pode-se utilizar algum recurso lúdico (um jogo com música, por exemplo).

· Quando todos estiverem em grupos, pede-se para que cada participante pegue qualquer uma das folhas que estiverem no local deixado anteriormente, retornando em seguida para o seu grupo.

· Em seguida, o facilitador distribui uma cartolina ou uma folha de Flip Chart e os pincéis atômicos para cada grupo, pedindo para que cada grupo junte todas as perguntas que estiverem com seus componentes, transferindo-as para para a cartolina.

· O facilitador determina um tempo para que estas perguntas sejam transcritas para a cartolina e, após este tempo ter se esgotado, toca-se uma música. Quando esta música tocar, os grupos deixam no local todo o material (cartolina com as perguntas, pincéis, etc) e vão em direção ao local onde estava um outro grupo, seguindo um rodízio pré-estabelecido pelo facilitador. Por exemplo: rodar os grupos no sentido horário.

· Chegando neste novo local, cada grupo vai encontrar a cartolina com as perguntas produzidas pelo grupo que ali estava. O facilitador, então, pré-determina um tempo e pede para que este grupo escolha 04 perguntas que seguirão no jogo. Estas perguntas deverão ser destacadas com uma caneta de cor diferente. Terminado o tempo, o facilitador toca a música e os grupos seguem no rodízio para o próximo local.

· Neste novo local, cada grupo deverá escolher 02 perguntas para seguirem no jogo, destacando-as com outra cor de caneta. Novamente o facilitador toca a música e os grupos seguem para o próximo local, onde deverão escolher uma única pergunta.

· Escolhida a pergunta, cada grupo deverá transcrevê-la para um papel A4, decorando este papel, como se fosse um “outdoor” que comunicará para todo o grupo a questão escolhida.

· Teremos, então, um total de 04 perguntas que o grupo escolheu. A partir daí, o facilitador poderá trabalhar com base nestas perguntas.

· Caso o tempo do encontro seja curto e o facilitador considere que não haverá tempo hábil para que o grupo trabalhe com estas 04 perguntas, ele pode pedir para que o grupo se reúna e escolha, consensualmente, uma única pergunta para ser trabalhada.

Processamento:

Este jogo, além de levantar perguntas importantes sobre um determinado tema a ser desenvolvido, favorece a manifestação de questões importantes num grupo, tais como: tomada de decisão, desapego, relação entre falar-ouvir e ceder-impor, entre outras. Por isso, após o jogo, o facilitador pode propor uma roda de diálogo com o grupo, refletindo sobre todo o processo de escolha das perguntas.

Golfinhos e Sardinhas

publicado em 14 de janeiro de 2009 às 19:40

Fonte: Fábio Otuzi Brotto – Jogos Cooperativos: O Jogo e o Esporte como um exercício de convivência. São Paulo : Editora Projeto Cooperação, 2001.

Há um tipo de Jogo Cooperativo muito especial: Os Jogos Infinitos. Neste jogo todos têm a oportunidade para exercer o poder pessoal e grupal sobre a vivência que estão compartilhando. “Golfinhos e Sardinhas” é um pega-pega muito parecido com os vários já conhecidos, senão por uma pequena mudança capaz de promover grandes transformações.

Nesta brincadeira propomos o exercício do Livre Arbítrio, da Tomada de Decisão, da Iniciativa para Correr Riscos e da Aventura de Compartilhar a Liberdade.

Objetivo comum:

Escolher salvar quem foi pego, ou salvar a sim mesmo, ou pedir para ser salvo, ou não.

Decidir continuar o Jogo ou terminar com ele.

Participação:

Desde os 07 anos.

Um grande grupo.

Espaço:

Espaço amplo, dividido por uma linha central.

Materail:

Sem material.

Desenvolvimento:

Este jogo está baseado no pega-corrente.

Começamos com todos os participantes (menos 1) agrupados numa das extremidades do espaço. Este é o “Cardume de Sardinhas”.

Aquele 1 separado das “Sardinhas”, será o “Golfinho” e ficará sobre uma linha transversal demarcada bem no centro do espaço. Ele somente poderá se mover lateralmente e sobre essa linha.

O objetivo das “sardinhas” é passar para o outro lado do oceano (linha central) sem serem pegas pelo “Golfinho”. Este por sua vez, tem o propósito de pegar o maior número possível de sardinhas (bastando toca-las com uma das mãos).

Toda “Sardinha” pega, transforma-se em “Golfinho” e fica junto com os demais golfinhos sobre a linha central. Lado a lado e de mãos dadas, formando uma “corrente de golfinhos”.

Na “corrente de golfinhos” somente as extremidades podem pegar.

O jogo prossegue assim até que a “corrente de golfinhos” ocupe toda a linha central. Quando isto acontecer, a “corrente” poderá sair da linha e se deslocar por todo o “oceano” para pescar as sardinhas.

ATENÇÃO: Quando a “corrente de golfinhos” for maior que a quantidade de “sardinhas” restantes, propomos a seguinte ação:

Agora, as “sardinhas” poderão SALVAR os “golfinhos” que desejarem ser salvos. Como? Basta a “sardinha” passar por entre as pernas do “golfinho”. Daí o “golfinho” se solta da “corrente” e vira “sardinha”, de novo.

Re-creação:

Formar mais que uma “corrente de golfinhos” pode dinamizar mais a atividade.

Experimentar diferentes formas para SALVAR os “golfinhos”: coçar a cabeça dele, dar um abraço etc.

Toques:

Observar o cuidado com a integridade física uns dos outros, particularmente, quando as “sardinhas” tentam passar pelo meio da “corrente de golfinhos”. Ajude os participantes a descobrir formas saudáveis para jogar.

Processamento:

Decidir salvar um “golfinho” é uma grande aventura de confiança. Estimular o exercício da solidariedade, cumplicidade e altruísmo nos jogos pode nos ajudar a viver essas e outras co-opetências cooperativas em outros “oceanos” da vida.

O Jogo dos Punhos

publicado em 14 de janeiro de 2009 às 19:36

Fonte: Adaptação feita por Fábio Otuzi Brotto a partir do Livro Jogos cooperativos: teoria e prática de Guillermo Brown.

Propósito:

Despertar a Consciência da Cooperação e experimentarmos novos “Jeitos de Ver-e-Viver” o Jogo e a Vida.

Objetivo comum:

Abrir as mãos uns dos outros.

Participação:

Não há limite. Recomendado para adolescentes e adultos. Joga-se em duplas.

Espaço:

Salão amplo

Desenvolvimento:

· Apresente o Jogo como algo muito semelhante a uma partida de futebol, onde temos dois times jogando para alcançar um objetivo, algumas regras e um tempo. Existem ainda, primeiros e segundos tempos, intervalos e quem sabe uma prorrogação.

· Após formar duplas, o focalizador sugere que imaginemos um sonho: “algo muito importante, valioso, um tesouro para si mesmo”. Seguramos este sonho-motivação na palma de uma das mãos. Todo mundo que joga precisa de uma motivação especial para jogar, não é?

· Ao sinal do focalizador, é proposto que se realize o objetivo do jogo: abrir as mãos uns dos outros. Há uma regra simples: vale tudo!!! A duração do jogo é de apenas 30 segundos. Valendo!

· Depois deste “primeiro tempo” de jogo, todos são convidados a entrar no “vestiário”, sentando frente ao próprio parceiro(a) para “ analisar” o jogo juntos: “quem alcançou o objetivo do jogo?”; “quais as estratégias utilizadas?” e “ o que pode ser feito para melhorar o jogo no segundo tempo?”.

· Sigamos para o “segundo tempo” e antes de iniciar todos devem trocar de dupla, “rapidinho”.

· Procedemos do mesmo modo até realizarmos a “prorrogação” (terceiro tempo).

· Ao final, convidamos todos para um “vestiário coletivo” para juntos compartilharmos a experiência e a tomada de consciência sobre os “diferentes estilos de Ver-e-Viver o Jogo e a Vida”.

Re-creação:

Experimente “vendar” um dos integrantes da dupla. Isto pode oferecer boas reflexões.

Processamento:

Este é um Jogo para sensibilizar pessoas e grupos para perceber os “padrões de cooperação, competição e alienação” presentes em cada um. Por isso, é importante criar um contexto acolhedor e inspirador, visando dar o suporte necessário para acolher as diversas reações conseqüentes desse processo.

Navegar é (Im)Possível… Para Todos (Travessia)

publicado em 14 de janeiro de 2009 às 19:34

Fonte: Fábio Otuzi Brotto – Jogos Cooperativos: O Jogo e o Esporte como um exercício de convivência. São Paulo : Editora Projeto Cooperação, 2001.

Perceber e vivenciar o poder de realização coletiva quando saltamos do paradigma do individualismo para a Consciência da Cooperação. Estimular a criatividade, empatia, diálogo grupal, apoio mútuo, confiança, organização-caótica, resolução de problemas e disposição para realizar o (im)possível.

Objetivo Comum:

· Navegar do “porto seguro” para o “ponto futuro”… Todos juntos!

Participação:

· O Grupo é organizado em 04 Times (“barcos”) com aproximadamente o mesmo número de participantes.

· Cada Time é formado por “tripulantes” sentados cada um numa cadeira (“parte do barco”), lado a lado.

· Os Times formados são posicionados como lados de um grande quadrado (“porto seguro”). Porém, deixando os cantos mais espaçados. Isto é, um “barco” não se encosta ao outro. Todos os barcos voltados para o centro do quadrado, conforme figura abaixo:

image

Espaço:

· Um salão amplo para acolher todo o Grupo.

Material:

  • Uma cadeira (sem braço e em boas condições) para cada participante.

Desenvolvimento:

É importante criar uma atmosfera lúdica desde o início. Para isso, pode-se criar um enredo, um cenário adequado ao momento. Por exemplo, imaginando um grupo de velejadores sendo desafiado a realizar diferentes manobras para aperfeiçoar suas co-opetências de navegação.

1o. Desafio:

· Cada barco deverá sair de seu “porto seguro” e chegar no “ponto futuro”. Isto é, navegar para o outro lado do quadrado, imediatamente à frente de cada respectivo barco. Todos os tripulantes devem chegar levando o próprio barco (as próprias cadeiras).

· Quando todos os barcos alcançarem seu “ponto futuro”, o desafio é vencido por todos!

Condições de Navegação:

· Imaginando que todo o piso do ambiente corresponde às águas de um oceano muito frio e povoado por tubarões, todos os barcos deverão navegar respeitando 2 condições:

a) Nenhuma parte do corpo pode tocar a água (o piso). Incluindo calçados, roupa e qualquer outro tipo de material. Afinal, a água é muuuito fria e cheia de TUBARÕES!!!

b) O barco (as cadeiras) não pode ser arrastado.

2o. Desafio:

· Depois de todos os barcos terem alcançado o “ponto futuro” e celebrado essa conquista, desafiamos o Grupo, como um único Time, a se posicionar em ordem alfabética… Respeitando as mesmas Condições de Navegação!!!

Comemoração:

· Um aspecto fundamental do Jogo Cooperativo é a comemoração de cada pequena-grande realização do Grupo. Ao final do 2o. Desafio, convidamos todos os “tripulantes” (que a essa altura, provavelmente, estarão em pé sobre as cadeiras) a darem as mãos e “mergulharem” no oceano… Agora com as águas aquecidas pelo calor compartilhado durante toda a Navegação (im) possível!

Re-Creação:

Existem muitas variações para este Jogo, para torná-lo mais desafiador e divertido. Vão desde a colocação de alguns obstáculos (“rodamoinhos”, “piratas”, “furacões” etc.), até a implementação de diferentes características de “tripulação” (vendar, amordaçar ou amarrar braços e pernas).

Para facilitar o desafio para grupos mais jovens ou na falta de cadeiras, podemos substituir as mesmas por folhas de jornal aberto e estendido no chão.

Durante o Jogo é muito interessante também utilizar músicas relacionadas ao tema (ex.: “como uma onda no mar” – Lulu Santos). Até porque, depois de uma boa Navegação Cooperativa, provavelmente “nada do que foi será do jeito que já foi um dia”!

Processamento:

Esta “Navegação” (im)possível desafia as pessoas a saírem de seu “ponto seguro” e partir na direção do “ponto futuro”. Um Jogo Cooperativo muito potente que estimula romper a inércia provocada pelo comodismo ou pela resignação. Este é um desáfio que pode nos impulsionar em direção de realizar nossas mais essenciais aspirações e alcançar metas aparentemente (im)possíveis…. desde que naveguemos orientados pela bússola da Cooperação.

Em meio a um desafio tão complexo, alguns aspectos fundamentais podem ser resgatados, tais como Liderança, Comunicação e Planejamento.

Além disso, a disposição do jogo possibilita uma boa reflexão sobre  Visão Sistêmica, já que, no primeiro desafio, os barcos atuam como “partes” e, no segundo, são convidados a atuarem como um Todo.

Guardião de Tesouros

publicado em 14 de janeiro de 2009 às 19:29

Fonte: Recriação de um antigo jogo usado em acampamentos e atividades de recreação.

Objetivo Comum:

Despertar a atenção e o tempo de reação de cada participante, favorecer o contato

Participação:

Número mínimo de 9 pessoas

Espaço:

Sala de aula ou salão

Materiais:

Uma cadeira para cada duas pessoas

Desenvolvimento:

· As pessoas se organizam em pares. No caso com as cadeiras, uma senta e a outra fica em pé atrás da cadeira e com as mãos sobre os ombros do amigo. As pessoas que estão sentadas nas cadeiras, serão os “tesouros” e as que estiverem em pé, atrás da cadeira, serão os “donos dos tesouros”.

· Uma pessoa deverá ficar sem um tesouro, ou seja, sem nenhuma pessoa sentada na cadeira – e tentará “conquistar” o tesouro do outro, através do piscar dos olhos.

· Ao receber uma piscada, o “tesouro” que está sentado deverá ir correndo até a cadeira do amigo, e já o “dono” do tesouro tentará segurá-lo segurando nos ombros.

· A pessoa que teve o seu “tesouro” conquistado, deverá seguir o jogo, tentando conquistar outro “tesouro” com o piscar dos olhos.

Re-Creação:

Inverter os papéis no meio do jogo.

Toques:

· Caso o grupo esteja em número par, o facilitador pode fazer o papel da pessoa que está sem tesouro.

· Incentivar a agilidade na participação para ficar mais animado, colocando mais cadeiras vazias e convidando uma dupla para se separar e serem 2 novos conquistadores de tesouros das cadeiras vazias que foram inseridas no jogo.

Processamento:

Após o término do jogo, pode-se convidar as duplas para uma caminhada particular (de preferência, fora do espaço do jogo), para que elas com-partilhem durante uns 20 minutos os seus tesouros pessoais. Ao final da caminhada, uma boa roda de partilha com todo o grupo contando seus tesouros pessoais fortalece o sentido de comum-unidade (ser-como-um), pois conhecer um pouco mais cada um pode tornar as pessoas mais próximas, evitar julgamentos, pré-conceitos, conflitos e aumentar o sentimento de empatia e compaixão.

Luz, Cor e Sombra

publicado em 14 de janeiro de 2009 às 19:26

Fonte: Criado por Fábio Otuzi Brotto e Adaptado por Sidnei Soares – Projeto Cooperação

Objetivo comum:

Refletir a respeito do processo de liderança, a postura do líder e a participação dos liderados.

Participação:

Todos

Espaço:

Sala com espaço suficiente para as pessoas caminharem livremente. Aproximadamente 3m² por pessoa.

Materiais:

Aparelho de som

Desenvolvimento:

· Começamos o Jogo em duplas, com uma pessoa posicionada na frente e a outra atrás, como se fosse uma fila. A pessoa que estiver posicionada na frente exercitará o papel de luz e quem estiver atrás, fará o papel de sombra. Quando o facilitador tocar a música, a luz poderá fazer movimentos e será seguida pela sombra, que estará logo atrás imitando os movimentos da luz.

· Na sequencia, para transformar a dupla em equipes, o facilitador pode ir convidando as duplas para se juntarem em grupos com 04 e então com 08, 16… isto facilita o envolvimento, a diversão e a percepção do processo crescente e gradativo da complexidade existente no exercício da Liderança.

· No decorrer do jogo, quando a luz perceber, decidir, escolher (termos que combinem com cooperação) que deve sair, ele passa para o último lugar da sua fila e passa a seguir os movimentos da primeira pessoa, que passa a ser a luz. Sugere-se deixar a musica tocando um tempo para que várias pessoas possam exercitar o papel de luz.

· Na etapa seguinte, o facilitador explica que entre a luz e a sombra surgirá a cor. A cor tem o livre arbítrio para decidir sobre continuar a seguir a Luz E/OU sobre passar a fazer novos movimentos… Aqueles que fazem parte da sombra têm a liberdade de seguir ou a luz ou a cor. Quando a luz perceber que não está sendo seguida, deve deixar seu posto para a cor. E assim, surgirá outra luz e outra cor.

· Ao final, ainda com os grupos se movimentando, pode-se colocar uma música mais lenta para diminuir a ativação criando uma atmosfera de descontração, relaxamento e prontidão para o com-partilhar que virá em seguida.

Processamento:

Costumamos propor um compartilhar (tomada de consciência pessoal e coletiva) nos pequenos grupos, focando:

1) Quais as sensações e sentimentos presentes?

2) Como se perceberam nos diferentes papéis: Luz (liderança ativa), Sombra (Liderança Apoiativa) e Cor (Liderança Intuitiva).

3) Que relações podem ser feitas com o cotidiano pessoal e grupal?

4) O que cada pessoa faria diferente em uma próxima vez?

Depois do processamento, costumamos realizar uma “Celebração”… uma atividade simples, curta e leve… para ajudar a ancorar a Consciência despertada durante a atividade e processamento.

Eu gosto de você

publicado em 14 de janeiro de 2009 às 18:57

Fonte: Adaptação feita por Fábio Otuzi Brotto a partir do Livro Manual de Jogos Cooperativos de Jim Deacove (Editora Projeto Cooperação).

Objetivo comum:

Estimular o raciocínio rápido, a ludicidade, o exercício da liderança com-partilhada, o elogio e a promoção de valores como inlcusão, empatia, valorização e reconhecimento.

Participação:

Todos e Todas.

Espaço:

Espaço que comporte o número de participantes sentados em um único círculo.

Materiais:

Cadeiras (número de cadeiras correspondente ao número de participantes).

Desenvolvimento:

· Inicia-se o jogo convidando os participantes a sentarem formando um único círculo, cada um em sua cadeira. O facilitador ficará sem cadeira, em pé, no centro do círculo e irá começar o jogo.

· Ele escolhe qualquer pessoa que estiver sentada e se posiciona em sua frente, chamando-a pelo nome e dizendo: “Fulano, eu gosto de você”. A pessoa escolhida estará sentada e responderá, peruntando ao facilitador: “Porque”? O facilitador, então, terá que escolher uma resposta que ele identifique na pessoa, como por exemplo:  “Porque você está de calça azul”, ou “Porque você é inteligente, bonito(a), especial, dança bem“….

· Todas as pessoas que se identificarem com a resposta dada pelo facilitador, inclusive a pessoa escolhida, trocará de lugar no círculo, sentando em uma outra cadeira. Por exemplo, se o facilitador deu como resposta “porque você está de tenis”, todos que estiverem de tenis trocam de lugar. Se a resposta for “porque você é legal”, todos que se considerarem legais, trocam de lugar e assim sucessivamente.

· Neste momento, o facilitador terá que sentar em alguma cadeira e isso irá provocar a sobra de alguém no centro, sem cadeira. A pessoa que sobrou passará a ser o líder e dará sequência ao jogo, escolhendo uma outra pessoa, dirigindo-se a ela e seguindo a mesma consigna. A partir daí, o jogo prossegue, sempre com a pessoa que sobra virando líder.

Re-creação:

· Na ausência de cadeiras ou dependendo do objetivo do facilitador, pode-se utilizar jornais ou arcos (bambolês).

Processamento:

A dinâmica deste jogo desperta nas pessoas a possibilidade de com-viverem em um ambiente de aceitação e muita descontração. Quando somos estimulados a enxergar o “belo”, passamos a descobrir as infinitas qualidades que estão presentes em cada um de nós, transformando um padrão de crítica, cobrança e tensão em uma cultura de elogio, valorização e reconhecimento. Experimente elogiar as pessoas ao seu redor!

Pessoa pra Pessoa

publicado em 14 de janeiro de 2009 às 18:54

Fonte: Fábio Otuzi Brotto – Jogos Cooperativos: O Jogo e o Esporte como um exercício de convivência. São Paulo : Editora Projeto Cooperação, 2001.

Para Cooperar é preciso se aproximar mais uns dos outros e da gente mesmo. Que tal jogarmos para diminuir a distância e desfazer as barreiras que nos distanciam?

Objetivo Comum:

· Despertar a atenção e tempo de reação.

· Diminuir a distância entre as pessoas e promover o con-tato.

· Desfazer preconceitos e incentivar a criatividade.

· Exercitar a Liderança Circular.

Participação:

Joga-se com um único grupo e com participação ilimitada.

Espaço:

Espaços abertos ou fechados, compatíveis com o número de participantes e livres de obstáculos.

Material:

Nenhum material é necessário.

Desenvolvimento:

· Inicia-se incentivando as pessoas a caminhar livre e criativamente pelo ambiente (andar com passo de gigante; de formiguinha; andar como se o chão tivesse pegando fogo; com um tique nervoso etc.).

· Depois de alguns poucos minutos fala-se, em voz bem alta, duas partes do corpo (mão na testa; dedo no nariz; orelha com orelha; cotovelo na barriga etc.).

· A este estímulo, todos deverão formar uma dupla e tocar, um no outro, as partes faladas pelo Focalizador, o mais rápido possível! Por exemplo: – “Mão na testa”. Cada pessoa deverá encontrar um par e tocar sua mão na testa do outro e vice-versa.

· Quando todos estiverem em duplas e tocando as partes faladas, o Focalizador reinicia o processo, propondo a caminha livre e criativa…

· Após 2 ou 3 dessas combinações o Focalizador pode dizer em voz alta o nome do jogo: “Pessoa pra pessoa”.

· Nesse momento, todos – inclusive o Focalizador – devem formar uma nova dupla e abraçar um ao outro, bem agarradinho para garantir o encontro.

· Com a entrada do Focalizador diretamente no Jogo, haverá um desequilíbrio numérico: alguém irá ficar sem par. – “E o quê a gente faz com quem sobra?!!”

· Diferente dos Jogos convencionais, aquele que sobra não será nem castigado nem excluído. Quem sobrou virará Focalizador e re-iniciará o Jogo servindo ao grupo, ao invés de ser servido por ele.

Re-Creação:

Propor Con-Tatos em trios quartetos ou em grupos maiores pode tornar o Jogo mais desafiante e muito divertido.

Processamento:

Este Jogo trata de 2 aspectos fundamentais da Cooperação: Con-tato (toque) e Liderança. Trabalha a questão do Poder de um modo lúdico e muito eficaz, propondo exercitar a aproximação e a empatia num ritmo gradativo e que respeita a integridade pessoal e grupal.

Encontro Regional de Intra-Empreendedorismo Sebrae-SP

publicado em 13 de janeiro de 2009 às 12:10

Facilitação do Projeto Cooperação no Encontro de enceramento do Congresso Regional de Empreendedorimos, envolvendo 9 Escritórios Regionais do Sebrae-SP, nos dias 15 e 16/12/2008. Temas: Cooperação, Integração, Celebração. Ferramentas: Jogos Cooperativos, Open Space, Construções Coletivas, Diálogo. Você pode assistir ao slideshow ou visualizar cada foto individualmente no quadro abaixo.

Módulo II do Curso de Pedagogia da Cooperação no SESCOOP-BA – 06 à 09 e 13 à 16 de janeiro

publicado em 10 de janeiro de 2009 às 14:28

Local: Salvador-BA

Parceiro: SESCOOP-BA

Facilitador: Fábio Otuzi Brotto

ELIZABETE BORGES DE NOVAES

publicado em 9 de janeiro de 2009 às 13:10

clip_image002“Participar desta Comum-Unidade significa aceitar o desafio transformador de sonhar intensamente sem receios, de soltar largos sorrisos e estar genuinamente disponível para aprender, somar, dialogar e construir possibilidades”.

• Co-coordenadora Pedagógica do Curso de Pós-Graduação em Jogos Cooperativos

• Psicóloga formada pela UniSantos.

• Pós-graduada em Jogos Cooperativos pela UNIMONTE.

• Pós-Graduada em Psicologia na Área da Saúde através do Aprimoramento Profissional do Hospital Guilherme Álvaro (FUNDAP e UniSantos).

• Formada em Acompanhamento Terapêutico pelo Instituto A Casa-SP.

• Integrante do Núcleo Psicossocial do Centro Camará de Apoio e Pesquisa à Infância e Adolescência – São Vicente/SP, desde 2002.

Cantando, Cooperando e Mudando o Mundo

publicado em 8 de janeiro de 2009 às 9:49

O Playing for Change é um movimento multimídia criado para inspirar e conectar pessoas ao redor do Mundo através da música, apoiando programas educacionais de músicos e pessoas que querem transformar suas comunidades.

Para quem quer fazer a sua parte, em harmonia com os outros, para o bem de todos os seres, em todos os lugares, sempre, aí vai uma valiosa fonte de Ins-Pira-Ação!